
A execução de Thaliton Henrique Dias Machado, de 28 anos, ocorrida em uma chácara de Trindade (GO), quase terminou na morte de sua esposa e de suas três filhas. O crime, supostamente encomendado pelo próprio pai da vítima, teve contornos de extrema violência.
Segundo Bruno, irmão de Thaliton, o atirador tentou invadir o local onde a família se abrigou durante os disparos. A tragédia só não foi maior devido à ação rápida da esposa, que correu com as meninas de 9, 10 e 11 anos e se trancou em um banheiro.
“O cara ainda forçou a porta para entrar. Se não fosse isso, tinha matado até elas. Ela foi uma heroína. Hoje estão todas traumatizadas.”
A motivação e os suspeitos
O principal suspeito de efetuar os disparos é Wanderson da Silva Sousa, cunhado do pai de Thaliton. As investigações da Polícia Civil apontam que Ozanan Ricardo Machado pagou R$ 15 mil ao atirador para assassinar o próprio filho e se livrar de uma dívida.
O valor alvo da disputa era de R$ 50 mil, que pertenciam a Thaliton. O jovem havia confiado o montante ao pai em 2024 como uma forma de poupança, pois sonhava em usar o dinheiro para reformar a chácara onde vivia com a família.
Além de Ozanan e Wanderson, a atual esposa do pai, Simone Viana Silva, também foi presa na operação. Ela é investigada pelas autoridades por atuar como intermediária no planejamento do homicídio do enteado.
Histórico de frieza e traição
O caso ganha contornos ainda mais sombrios ao analisar o histórico criminal de Ozanan. Ele já é investigado por ter matado a primeira companheira e mãe de Thaliton e Bruno há cerca de 20 anos, crime que ainda assombra a família.
A polícia descobriu que, após a execução do filho, o pai já organizava uma "queima de arquivo". A intenção de Ozanan era assassinar a atual esposa e o cunhado para eliminar as principais testemunhas do esquema que tirou a vida de Thaliton.
“Confiava muito no meu pai, era a única pessoa que eu tinha aqui. Foi um baque muito grande porque eu perdi todo mundo. Ele não demonstrou arrependimento nenhum no velório.”
O trio segue detido e o caso permanece sob apuração das autoridades locais para a conclusão do inquérito e o avanço das ações penais na Justiça.