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Delegada e esposa de réu por morte de gari completa 390 dias afastada da Polícia Civil

Afastamento de Ana Paula Lamego Balbino foi prorrogado no mesmo dia em que o crime cometeu um ano; investigada recebeu cerca de R$ 200 mil em salários no período

Redação
Por: Redação
11/08/2026 às 13h08
Delegada e esposa de réu por morte de gari completa 390 dias afastada da Polícia Civil
Delegada esposa de acusado de matar gari tem nova licença e completará 390 dias afastada (Foto: Reprodução)

A delegada Ana Paula Lamego Balbino obteve uma nova prorrogação de sua licença médica e completará 390 dias afastada de suas funções na Polícia Civil de Minas Gerais. Ela é casada com Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, assassinado a tiros durante o trabalho em Belo Horizonte.

A nova licença concede mais 30 dias de afastamento e foi emitida exatamente na data em que o crime completou um ano. Diferente dos atestados anteriores, que previam prazos de 60 dias, o documento atual reduz o tempo de pausa, mas mantém o afastamento contínuo da servidora.

Mesmo fora de serviço desde o início das investigações, a delegada segue recebendo remuneração integral. Os vencimentos líquidos somam cerca de R$ 200 mil desde a concessão do primeiro atestado, de acordo com o estatuto da corporação.

 

Processo disciplinar e apuração criminal

Além do afastamento das atividades de campo, Ana Paula responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Polícia Civil mineira. O procedimento interno apura a eventual prática de transgressão às normas disciplinares da instituição.

No âmbito criminal, a delegada é investigada sob a suspeita de ter cravado envolvimento no homicídio ao ceder a própria arma funcional ao marido. O Ministério Público analisa a possibilidade de oferecer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) no caso da servidora.

Em nota, a Polícia Civil informou que os procedimentos de afastamento seguem as exigências da legislação estadual.

"A renovação de licença para tratamento de saúde de servidores ocorre regularmente, conforme previsão legal e mediante avaliação médica competente, observados os procedimentos administrativos aplicáveis."

 

Situação do réu e júri popular

Enquanto a esposa cumpre licença médica e responde aos procedimentos administrativos, Renê da Silva Nogueira Júnior permanece preso. Ele foi pronunciado e responderá ao processo perante o Tribunal do Júri.

O julgamento do acusado pela morte do trabalhador braçal ainda não possui data definida pela Justiça mineira.

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