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Moraes manda PF cumprir busca e apreensão contra suposta fonte de jornalista

Medida atinge ex-secretário do Maranhão apontado em investigação como origem de reportagens sobre o uso de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino

Redação
Por: Redação
11/08/2026 às 14h54
Moraes manda PF cumprir busca e apreensão contra suposta fonte de jornalista
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF • Luiz Silveira/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim. A decisão atinge o ex-servidor sob a justificativa de que ele seria a fonte de reportagens publicadas sobre o ministro da Corte Flávio Dino.

A medida cautelar foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A ação ocorre como desdobramento da análise de dados de um jornalista que já havia sido alvo de buscas em março.

Na ocasião, as reportagens veiculadas apontavam o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino e membros de sua família no Estado do Maranhão.

 

Investigação sobre a origem das informações

A perícia realizada nos dispositivos eletrônicos apreendidos com o repórter levou a polícia a identificar Cutrim como o fornecedor das informações. O advogado do jornalista também foi incluído como alvo da operação realizada nesta terça-feira.

A defesa do ex-secretário criticou o foco do procedimento judicial e apontou ausência de apuração sobre o teor das denúncias de uso dos veículos.

"A polícia concluiu que quem foi a fonte foi Raimundo Cutrim, que passava informações privilegiadas. Ou seja, estão investigando a fonte e o advogado do jornalista, mas não investigam o que o jornalista denunciou."

Raimundo Cutrim é delegado aposentado da Polícia Federal, já comandou a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão e atuou como deputado estadual. Ele é adversário político do grupo ligado a Flávio Dino no estado.

 

Versões conflitantes e posicionamento das partes

Em nota, a defesa de Cutrim reforçou que a ordem partiu de representação formulada pelo próprio ministro Flávio Dino. A apuração refere-se ao uso de viaturas do Tribunal de Justiça do Maranhão disponibilizadas à família do integrante do STF.

Aliados de Dino sustentam que o automóvel particular do ministro era monitorado por terceiros e negam irregularidades no uso do transporte público. Integrantes do entorno do magistrado afirmam ainda que o jornalista cobrava valores em dinheiro para veicular os conteúdos.

O repórter nega ter feito qualquer tipo de perseguição aos veículos da família do ministro, reitera que o uso das viaturas oficiais foi comprovado e rechaça a acusação de ter recebido pagamentos para publicar as matérias.

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