
As equipes de resgate na Colômbia iniciaram nesta quarta-feira (12) o terceiro dia de buscas por vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país. O desastre já deixa 233 mortos e centenas de feridos, enquanto o governo estima que cerca de três mil pessoas continuam desaparecidas sob as ruínas.
As autoridades locais revisaram o número oficial de mortos para baixo após ajustes nas contagens da prefeitura de Cali. A cidade, uma das mais impactadas pelo sismo, teve o total de óbitos reavaliado de 95 para 74, reduzindo o balanço nacional anterior que superava 250 vítimas fatais.
O foco das operações se concentra em vencer o tempo limite de sobrevida sob os escombros. Especialistas apontam que as primeiras 72 horas após o abalo são fundamentais para encontrar pessoas com vida, o que torna as ações das próximas horas decisivas para os socorristas.
Resgates e mobilização de forças
As forças de segurança e voluntários trabalham de forma ininterrupta nas áreas mais afetadas. Em uma das poucas notícias positivas em meio aos destroços, uma mulher foi retirada com vida em Pereira cerca de 36 horas após o sismo inicial.
"As equipes de buscas trabalham incansavelmente dia e noite para encontrar pessoas presas sob escombros", declarou o presidente colombiano Eduardo de la Espriella.
O governo mobilizou tropas do Exército para dar suporte aos bombeiros e agentes de defesa civil em municípios críticos como Cali, Pereira e Manizales. A infraestrutura dessas regiões sofreu colapsos severos, com dezenas de edifícios totalmente destruídos.
Os impactos mais graves estão concentrados nos seguintes departamentos:
Chocó
Valle del Cauca
Risaralda
Quindío
Caldas
Para apoiar a emergência humanitária, a União Europeia anunciou a liberação de um fundo emergencial de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 11,9 milhões). Os recursos serão aplicados diretamente na estrutura logística e de suporte às vítimas da tragédia.