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Influenciador Buzeira é solto após dez meses de prisão preventiva por suspeita de ligação com o PCC

Conhecido por ostentar carros de luxo e rifas milionárias nas redes sociais, Bruno Alexssander Souza Silva deixou a prisão após decisões favoráveis de habeas corpus

Por: Cleyber Carlos
17/08/2026 às 16h38
Influenciador Buzeira é solto após dez meses de prisão preventiva por suspeita de ligação com o PCC
Instagram/Reprodução

Liberdade após 10 meses

O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, será solto após passar cerca de dez meses em prisão preventiva. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (17) pela defesa do investigado, que obteve decisões favoráveis em pedidos de habeas corpus para reverter a detenção cautelar.

Buzeira havia sido preso em outubro de 2025 durante uma operação da Polícia Federal que apurava um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens ligados ao tráfico internacional de drogas. O grupo utilizava plataformas de apostas online e rifas virtuais para dar aparência de legalidade a recursos ilícitos.

 

Ostentação e conexões

Com mais de 15 milhões de seguidores à época de sua prisão, o influenciador acumulava notoriedade na internet pela exibição constante de estilo de vida luxuoso. Nas redes sociais, costumava divulgar imagens de automóveis esportivos importados, joias de alto padrão, festas exclusivas e viagens internacionais.

O perfil público do investigado também era marcado por proximidade com figuras conhecidas do esporte e do meio artístico. Buzeira participou de eventos de grande repercussão, como cruzeiros temáticos de celebridades, e ganhou destaque na mídia ao presentear jogadores de futebol com acessórios de alto valor.

"Após longos 10 meses de prisão cautelar, conseguimos finalmente a restituição do status libertatis do Bruno", informou a defesa em pronunciamento divulgado nas redes sociais.

 

Esquema investigado

A prisão do influenciador ocorreu no âmbito de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre esquemas financeiros voltados para a ocultação de capitais obtidos por meio do envio de drogas para a Europa. As apurações apontam que o uso de rifas e transações digitais servia para simular ganhos lícitos.

A operação coordenada pelas autoridades federais bloqueou centenas de milhões de reais e cumpriu dezenas de mandados em diferentes estados. Segundo os investigadores, a atuação de figuras com grande alcance digital servia para viabilizar a circulação e o mascaramento de valores sob o pretexto de atividades comerciais e entretenimento.

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