
O candidato a deputado federal por Goiás Dom Valdiley (Democracia Cristã) enfrenta um obstáculo judicial em meio à corrida eleitoral. O empresário, de 56 anos, possui um mandado de prisão civil em aberto, expedido pela Vara Criminal da comarca de Silvânia, devido ao não pagamento de pensão alimentícia.
As informações constam no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ordem determina o cumprimento de 60 dias de prisão civil e possui validade até julho de 2027.
O mandado em questão é uma renovação de uma ordem emitida originalmente em 2025. Na época, a polícia não conseguiu localizar o candidato nos endereços indicados nos autos do processo, o que impediu o cumprimento da medida.
Como o caso tramita sob segredo de Justiça no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), os valores atualizados da dívida não foram divulgados. A prisão por dívida alimentar, de natureza civil, tem como objetivo principal forçar o devedor a quitar a obrigação, não possuindo caráter de condenação criminal.
Apesar do mandado pendente, o nome de Dom Valdiley aparece no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como concorrente a uma cadeira na Câmara dos Deputados. O registro de sua candidatura ainda aguarda análise definitiva da Justiça Eleitoral.
Do ponto de vista jurídico, a existência dessa ordem de prisão não implica, por si só, na suspensão dos direitos políticos ou na inelegibilidade automática do candidato. Para que o registro seja barrado, é necessário que haja o enquadramento em alguma das causas específicas previstas na Lei da Ficha Limpa.
O candidato também informou ao TSE que não possui bens a declarar. Até o momento, tanto Dom Valdiley quanto o diretório estadual do Democracia Cristã não se manifestaram sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.