
A Polícia Civil de Goiás, em atuação conjunta com corporações de Minas Gerais, desarticulou nesta quarta-feira (19) uma associação criminosa especializada em aplicar golpes no setor do agronegócio. A ação fez parte da terceira fase da Operação Cadastro Fake, que resultou em três prisões temporárias e no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão.
As diligências foram concentradas nos municípios mineiros de Campo Belo e Divinópolis, mobilizando cerca de 40 agentes de segurança. A investigação aponta que os suspeitos utilizavam documentos de terceiros de boa-fé para realizar cadastros falsos em empresas distribuidoras de insumos agrícolas, simulando compras de grande volume a prazo.
Modus operandi do esquema
De acordo com o levantamento conduzido pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Anápolis, o esquema contava com etapas logísticas bem definidas para dificultar o rastreamento dos produtos. Após a aprovação fraudulenta dos cadastros, o grupo contratava transportadores para desviar as cargas até território mineiro.
Na sequência, os defensivos e insumos eram pulverizados e comercializados de maneira clandestina em diferentes regiões. As empresas vítimas só identificavam a fraude dias depois, ao tentarem realizar a cobrança e constatarem que os titulares dos documentos jamais haviam realizado qualquer negociação.
"A ação mobilizou cerca de 40 policiais civis para cumprir os mandados judiciais, além de medidas de bloqueio de veículos e quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático autorizadas pela Justiça"
Desdobramentos e bloqueios
Com o avanço das investigações, a polícia conseguiu identificar o apontado como articulador central do esquema, além de coautores que atuavam no estado vizinho. A Justiça autorizou o bloqueio de veículos vinculados aos investigados e a quebra de sigilos para rastrear e recuperar o patrimônio ilícito acumulado.
Os suspeitos foram conduzidos às autoridades competentes e permanercem à disposição do Poder Judiciário. A corporação segue com as apurações para identificar eventuais receptadores dos produtos furtados e a participação de outros envolvidos na rede criminosa.