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Mais de 20 vítimas denunciam advogada e secretária por golpe de R$ 500 mil em Goiás

Investigadas prometiam quitação de financiamentos de veículos, mas dinheiro não era repassado às instituições bancárias

Por: Cleyber Carlos
20/08/2026 às 16h02
Mais de 20 vítimas denunciam advogada e secretária por golpe de R$ 500 mil em Goiás

A Polícia Civil de Goiás investiga um esquema de estelionato que já acumula mais de 20 denúncias em diversos estados. A advogada Keythlyn Evelyn Teixeira de Lima e sua secretária, Patrícia de Oliveira Santos, foram presas após serem acusadas de causar um prejuízo superior a R$ 500 mil em um esquema de falso financiamento.

As investigadas foram detidas no dia 13 de agosto, após vítimas procurarem a 7ª Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia. Segundo os relatos, o escritório atraía clientes com a promessa de reduzir e quitar dívidas de veículos em atraso, exigindo o repasse de altos valores para supostos acordos bancários.

 

O modus operandi

O golpe era articulado por meio de anúncios em redes sociais, que alcançavam pessoas em Goiás e em outras unidades da federação. Após o pagamento, as vítimas acreditavam que seus débitos haviam sido negociados, mas o dinheiro nunca chegava às instituições financeiras.

O esquema foi revelado quando clientes tiveram seus veículos apreendidos por falta de pagamento, mesmo após terem quitado os valores cobrados pelo escritório. Em um dos casos, o proprietário foi surpreendido com a perda do carro enquanto se deslocava para o trabalho.

 

Alcance nacional e desdobramentos

Após a repercussão das prisões, o delegado Henrique Berocan, responsável pelo inquérito, confirmou o recebimento de relatos vindos de estados como São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Ceará.

“Além de Goiás, recebemos ligações de vítimas de São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, e até do Ceará, que foram atraídas após anúncios feitos pelas autuadas em redes sociais”

As duas mulheres tiveram a prisão temporária convertida em preventiva pela Justiça na última segunda-feira (17). Elas foram indiciadas por estelionato e apropriação indébita. A divulgação das identidades visa incentivar que outras pessoas que foram lesadas procurem a delegacia.

Até o momento, as defesas das investigadas não foram localizadas para comentar as acusações. O espaço segue aberto para futuras manifestações dos representantes legais.

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