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Operação mira grupo suspeito de lavar R$ 60 milhões para facções criminosas

Ação conjunta cumpre dezenas de mandados em cinco estados contra esquema de fraudes bancárias ligado ao Comando Vermelho e ao PCC

Por: Cleyber Carlos
21/08/2026 às 09h13 Atualizada em 21/08/2026 às 09h16
Operação mira grupo suspeito de lavar R$ 60 milhões para facções criminosas
Mandados foram cumpridos em Goiás, DF e São Paulo (Foto ilustrativa: Jucimar de Sousa/Mais Goiás)

Uma operação da Polícia Civil deflagrada em cinco estados desarticulou nesta semana um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 60 milhões em fraudes bancárias contra empresas. As investigações apontam que a estrutura criminosa atuava na ocultação de patrimônio para o Comando Vermelho (CV) e para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Cerca de 100 policiais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão. As ordens judiciais atingiram endereços residenciais e comerciais em Goiás, no Distrito Federal, em São Paulo, em Mato Grosso e em Santa Catarina.

 

Bloqueio de bens e veículos de luxo

A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos de luxo e de dois imóveis avaliados, somados, em mais de R$ 3,5 milhões. Também houve o bloqueio judicial de contas e ativos financeiros ligados aos investigados para conter o fluxo dos recursos ilícitos.

Segundo as autoridades, a rede utilizava contas de laranjas para pulverizar o dinheiro rapidamente após os golpes. O objetivo da estratégia era dificultar o rastreamento bancário e dar aparência de legalidade aos valores subtraídos das vítimas.

Viatura da PCDF – (Foto: reprodução)

Origem do esquema e tentativa de latrocínio

O fio da meada começou a ser desvendado a partir de uma tentativa de latrocínio registrada no Distrito Federal em 2024. Na ocasião, criminosos armados ligados ao CV invadiram a capital federal para assaltar o operador financeiro do esquema após apurar que ele movimentava cifras elevadas.

As apurações revelaram que o ataque foi motivado pela suspeita de que o alvo mantinha ligações diretas com o PCC. Com o avanço das diligências, a polícia constatou que o investigado atuava como um lavador profissional de dinheiro.

O investigado atuava como um lavador profissional de dinheiro, prestando serviços financeiros clandestinos e de ocultação patrimonial sem vinculação exclusiva a um único grupo.

 

Punições previstas e próximos passos

Os suspeitos podem responder por furto mediante fraude por meio de dispositivo informático, estelionato eletrônico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental. As penas somadas podem chegar a 40 anos de prisão.

A investigação prossegue agora com a análise do material apreendido nos endereços-alvo. O foco da polícia é rastrear o fluxo financeiro remanescente para identificar outros beneficiários da estrutura criminosa.

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