
Uma tentativa de assalto a uma joalheria no Setor Campinas, em Goiânia, terminou com quatro pessoas mortas na tarde desta terça-feira (15). O confronto ocorreu após um casal se passar por cliente para invadir o comércio e anunciar o roubo.
Segundo informações registradas pelas equipes policiais, o homem e a mulher entraram no estabelecimento alegando interesse na compra de um par de alianças. Segundos depois, a dupla sacou uma arma de fogo e ordenou que os trabalhadores se posicionassem contra a parede.
Diante da ameaça, um dos funcionários reagiu e tentou desarmar o assaltante. Durante a luta corporal, o trabalhador foi atingido por disparos no braço e no tórax. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na unidade médica.
Um segundo funcionário também interveio na ação e acabou baleado na perna. Ele recebeu atendimento no Cais Campinas, transportado com o apoio do proprietário da loja, e apresenta quadro de saúde estável, sem risco de morte.
"Dos três que entraram, dois morreram no local, um casal, um homem e uma mulher. Quem matou foi a vítima, que reagiu e pegou a arma e matou. Os outros dois que fugiram, um foi preso, o motorista, que se entregou. O quarto autor confrontou com a polícia e morreu", relatou o capitão Gustavo Arantes.
Durante o confronto no interior do comércio, os trabalhadores conseguiram tomar o revólver dos criminosos e efetuaram disparos contra o casal. Os dois assaltantes morreram no próprio local antes do socorro médico.
Dois comparsas que prestavam apoio logístico no lado de fora iniciaram fuga logo após os tiros. Um dos envolvidos, apontado como olheiro do grupo, foi localizado no bairro Jardim Novo Mundo por equipes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam). Houve nova troca de tiros e o suspeito foi atingido, evoluindo a óbito.
A operação policial culminou na prisão em flagrante de um motorista por aplicativo envolvido na logística da quadrilha. O condutor se entregou às equipes de segurança e detalhou a dinâmica planejada para o crime.
Em depoimento prestado às autoridades, o motorista confessou que receberia R$ 70 mil para realizar o transporte do grupo e simular uma condição de refém durante a fuga. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para identificar possíveis novos articuladores do assalto.