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Operação apreende mais de 8 mil produtos falsificados em lojas de eletrônicos e vestuário em Goiânia

Ação fiscalizou estabelecimentos que comercializavam roupas e acessórios como se fossem originais; donos foram intimados pela Polícia Civil e empresas têm 20 dias para apresentar defesa

Por: Cleyber Carlos
18/09/2026 às 09h23
Operação apreende mais de 8 mil produtos falsificados em lojas de eletrônicos e vestuário em Goiânia
Agentes e fiscais realizando apreensão de mercadorias - (Foto: reprodução/Procon-GO)

Uma ação conjunta realizada pelo Procon Goiás e pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) resultou na apreensão de mais de 8 mil produtos falsificados no município de Goiânia. A fiscalização ocorreu na última quarta-feira (16) e teve como foco estabelecimentos comerciais do segmento de eletrônicos e vestuário.

A operação mirou alvos específicos após denúncias e levantamentos fiscais. Durante as diligências, as equipes identificaram irregularidades graves na procedência das mercadorias, além da ausência de autorização das marcas detentoras dos direitos autorais e de imagem.

 

Roupas de marcas famosas e publicidade enganosa

No primeiro ponto fiscalizado, localizado no Residencial Santa Rita, os agentes apreenderam quase 3,5 mil peças de vestuário. A maior parte do lote era composta por camisetas que exibiam nomes e logotipos estampados de grifes renomadas no mercado, como Tommy Hilfiger, Farm e Colcci.

A proprietária do estabelecimento comercial foi abordada pelos fiscais, mas não apresentou documentos ou notas fiscais que comprovassem a licença ou autorização para a venda e uso dos direitos das marcas.

"A fiscalização constatou que a loja utilizava suas redes sociais oficiais para divulgar as peças vestuárias como se fossem itens originais de fábrica, o que induzia o cliente ao erro", informou a equipe do Procon Goiás.

Conforme o órgão de proteção ao consumidor, a prática de divulgar artigos replicados como autênticos em perfis comerciais configura crime de publicidade enganosa, infringindo diretamente as normas estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

 

Acessórios para celular com marcas clonadas

A segunda etapa da operação ocorreu em um estabelecimento situado no Setor Campinas, tradicional polo comercial da capital. No local, os fiscais e policiais apreenderam cerca de 4,6 mil itens eletroeletrônicos, incluindo adaptadores, cabos USB, carregadores de parede e fones de ouvido.

As mercadorias continham indícios claros de falsificação e utilizavam a identidade visual e o logotipo da multinacional Apple. O responsável pela loja também não apresentou comprovação documental que autorizasse a comercialização ou distribuição dos artigos no mercado nacional.

A fiscalização ressaltou que acessórios eletrônicos fora das especificações técnicas regulamentares e sem homologação do fabricante representam riscos à integridade física do consumidor, devido ao perigo de superaquecimento e curto-circuito.

 

Procedimentos administrativos e investigação criminal

As duas empresas foram autuadas administrativamente pelo Procon-GO por propaganda enganosa, ausência de informação clara ao cliente e oferta de produtos impróprios para uso. Os proprietários têm o prazo de 20 dias úteis para apresentar defesa junto ao órgão estadual.

Toda a carga apreendida foi recolhida pela Decon. A Polícia Civil intimou os representantes legais das lojas e abriu um inquérito para apurar a cadeia de fornecimento das mercadorias e os crimes contra as relações de consumo e de propriedade industrial.

O Procon-GO orienta os consumidores a desconfiarem de ofertas com valores expressivamente abaixo do preço praticado pelo mercado formal. A verificação do selo de homologação da Anatel em eletrônicos e a exigência da nota fiscal são medidas fundamentais para garantir a procedência do produto.

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