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Foragido por esquema que desviou R$ 80 milhões da Educação é preso em ônibus em Hidrolândia

Jovem de 21 anos tentava fugir para São Paulo quando foi abordado na BR-153 durante desdobramento da Operação Overclean

Por: Cleyber Carlos
21/09/2026 às 10h10
Foragido por esquema que desviou R$ 80 milhões da Educação é preso em ônibus em Hidrolândia
Foragido de investigação de desvio de R$ 80 milhões em BH é preso dentro de ônibus em Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Um dos alvos procurados no âmbito da Operação Overclean foi preso em uma abordagem policial na rodovia BR-153, em Hidrolândia. O jovem de 21 anos, identificado como Wesley Mendes de Freitas, estava como passageiro em um ônibus de viagem com destino a São Paulo no momento em que foi localizado.

A ação foi realizada na noite de quinta-feira (17) por meio de uma força-tarefa composta pela 26ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), pelo Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e pelas Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).

 

Abordagem em rodovia e mandado aberto

A equipe policial realizava uma fiscalização de rotina na altura do município goiano quando procedeu com a vistoria no coletivo. Ao checarem os documentos dos passageiros junto aos sistemas unificados de segurança, os agentes identificaram a ordem de prisão em aberto contra o jovem.

O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) no dia 14 de setembro, sob a acusação de envolvimento em crimes de estelionato.

Após ter a voz de prisão decretada na rodovia, o investigado foi encaminhado e apresentado na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Goiânia, onde permaneceu à disposição do Poder Judiciário.

 

Fraudes contratuais em Minas Gerais

A captura do suspeito ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Overclean. A força-tarefa se dedica a desarticular uma organização criminosa investigada por esquemas de fraudes em processos licitatórios na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (MG).

As apurações concentram-se em contratos firmados entre os anos de 2024 e 2025, período correspondente à gestão do ex-prefeito Fuad Noman. Segundo os relatórios oficiais da corporação, apenas três dos contratos sob suspeita ultrapassam a quantia de R$ 80 milhões em recursos públicos.

Os acordos sob investigação envolvem a prestação de serviços diversos e a aquisição de materiais didáticos para a rede de ensino municipal. A polícia também apura a existência de um núcleo específico dentro do grupo responsável exclusivamente pelo transporte de dinheiro em espécie.

 

Ações ostensivas em seis estados

Na etapa mais recente da operação, a Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão distribuídos entre os estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

A lista de alvos inclui nomes como o ex-secretário municipal Bruno Barral, o empresário José Marcos de Moura — conhecido como “Rei do Lixo” — e os irmãos Fábio e Alex Parente.

Durante as diligências, a PF solicitou autorização para o cumprimento de mandado contra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). O pedido teve parecer favorável emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), contudo foi negado pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.

O apurado geral investiga a prática de crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, associação em organização criminosa e lavagem de capitais. O inquérito policial segue em andamento para apurar a participação de outros envolvidos.

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