
A Polícia Civil do Estado de Goiás prendeu em flagrante dois jovens suspeitos de envolvimento em um ataque com artefato explosivo caseiro contra um bar localizado na Avenida Portugal, no Setor Marista, em Goiânia. O episódio ocorreu durante a madrugada do último domingo (20).
De acordo com as investigações, os suspeitos trafegavam pela região a bordo de um veículo de cor branca. Em determinado momento, um dos ocupantes acendeu o dispositivo incendiário e o arremessou em direção ao estabelecimento comercial, que contava com a presença de diversos clientes na data, incluindo crianças.
A detonação provocou pânico entre as pessoas presentes e deixou frequentadores lesionados. Conforme detalhado pelas autoridades policiais, o impacto do artefato gerou ferimentos de alta gravidade nos atingidos.
"Detectamos que um grupo de jovens que passavam pelo local em um veículo explodiu um artefato explosivo incendiário caseiro e lançou no bar", confirmou o delegado Rilmo Braga.
Entre as vítimas atingidas pelos estilhaços e pelo deslocamento de ar, uma pessoa sofreu perfuração no tímpano. Outros frequentadores do bar precisaram de atendimento médico e tiveram lesões corporais graves atestadas pelas equipes policiais.
As diligências tiveram início logo após uma das vítimas comparecer à Central Geral de Flagrantes para registrar o boletim de ocorrência e narrar a dinâmica do ataque. A partir das informações repassadas, equipes policiais começaram o patrulhamento na região para localizar o automóvel envolvido.
Dois suspeitos foram localizados e abordados no Setor Bueno, ainda ocupando o carro branco utilizado na ação criminosa. Com o prosseguimento das apurações ao longo do dia, os agentes identificaram e capturaram uma terceira envolvida. Segundo a Polícia Civil, a mulher foi a responsável por fornecer o isqueiro usado para acender o estopim da bomba caseira.
Os três envolvidos foram conduzidos à Central Geral de Flagrantes. Os dois homens permaneceram presos, enquanto a mulher responderá ao processo em liberdade.
A princípio, os investigados foram autuados pelos crimes de explosão e lesão corporal de natureza grave. Contudo, os investigadores não descartam uma alteração no enquadramento jurídico das condutas praticadas pelo grupo.
"Estamos avaliando se os crimes que serão imputados serão de explosão e lesão corporal grave ou tentativa de homicídio", explicou o delegado Rilmo Braga.
O caso permanece sob apuração da Polícia Civil. O órgão aguarda o laudo oficial dos exames periciais para detalhar a composição exata da bomba caseira, avaliar a extensão total dos danos físicos causados às vítimas e individualizar a responsabilidade de cada integrante no ataque.