
Um bancário foi alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Estado de Goiás, nesta terça-feira (22), sob a suspeita de ter instalado uma câmera oculta no banheiro masculino de uma academia de ginástica, localizada em Goiânia. O dispositivo eletrônico de gravação foi estrategicamente posicionado com a lente voltada para a área de uso do mictório.
O delegado responsável pelas investigações do caso, Wladimir Freire, informou que as apurações indicam que o equipamento foi colocado no sanitário em maio deste ano. A identificação e localização do dispositivo ocorreram na época após um funcionário que realizava a manutenção da unidade notar a presença estranha do aparelho no local.
Apesar da ação ostensiva promovida pelos agentes de segurança para o cumprimento de mandados judiciais, o suspeito não foi preso preventivamente nesta fase dos trabalhos. A Polícia Civil foca no recolhimento de provas materiais e mídias eletrônicas que possam conter eventuais arquivos de imagem gravados ilicitamente pelo investigado.
Durante a realização das diligências na residência do investigado, as equipes policiais realizaram a apreensão de equipamentos de informática, telefones celulares e dispositivos de armazenamento de memória. O material recolhido será submetido a rigorosos exames periciais por parte dos peritos da Polícia Científica.
"O dispositivo de gravação estava direcionado para o mictório e foi encontrado por um funcionário do estabelecimento durante a rotina do local."
A perícia técnica focará no rastreamento do conteúdo gravado pelo equipamento para identificar potenciais vítimas e apurar a extensão do armazenamento do material ilícito. O homem investigado poderá responder criminalmente por condutas relacionadas à violação de intimidade e produção não autorizada de registros íntimos.
O nome do investigado não foi divulgado publicamente pelas autoridades policiais, impossibilitando a localização e o contato com a sua defesa técnica para a obtenção de um posicionamento oficial. A rede de academias Smart Fit foi procurada para se manifestar sobre a ocorrência e os protocolos de segurança adotados no local, mas não deu retorno até a publicação desta reportagem.
A Polícia Civil de Goiás prossegue com as oitivas de testemunhas, funcionários e frequentadores da unidade para instruir o inquérito policial e concluir a responsabilização penal do suspeito.