
A Prefeitura de Goiânia executou, na última sexta-feira (18), a demolição completa de um prédio abandonado localizado na Rua 74, no Setor Central, em trecho próximo à Avenida Independência. A edificação permanecia desocupada e sem qualquer utilidade funcional há mais de dez anos.
A intervenção foi liderada pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e exigiu uma operação conjunta. A ação mobilizou equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Defesa Civil, Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Polícia Militar e Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh).
Relatórios técnicos elaborados pela Defesa Civil apontavam que o prédio apresentava danos estruturais severos e risco iminente de desabamento. Além da fragilidade da edificação, o imóvel havia se tornado um depósito clandestino de resíduos sólidos.
A acúmulo de sujeira gerou a proliferação de vetores, convertendo o endereço em um ponto crítico com focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O local também servia como ponto de consumo de entorpecentes e abrigo improvisado.
"A retirada de estruturas abandonadas busca eliminar pontos que podem ser utilizados como esconderijo para práticas criminosas e melhorar a segurança de moradores e pessoas que circulam pelas áreas", explicou o comandante da GCM, Gustavo Toledo.
A derrubada do edifício na Rua 74 não é um fato isolado. A medida faz parte de um plano contínuo da administração municipal, iniciado em setembro de 2025, voltado para a neutralização de construções abandonadas em áreas urbanas adensadas.
O programa mapeia imóveis públicos e privados que apresentem comprometimento físico, riscos à vigilância sanitária ou ocupação irregular. A gestão municipal confirmou que novas operações de demolição estão programadas para outros bairros da capital conforme os laudos técnicos forem concluídos.
A presença do imóvel gerava apreensão em comerciantes e pedestres, especialmente pela proximidade com um ponto de embarque e desembarque do transporte coletivo. Moradores das imediações relatavam o registro frequente de furtos na região central.
Uma moradora com mais de 15 anos de residência no Setor Central destacou que a estrutura gerava sensação permanente de insegurança, principalmente no período noturno, quando a circulação de pessoas diminui no bairro.
"A presença daquela estrutura provocava medo em todo mundo que precisava passar por ali para pegar ônibus, principalmente durante a noite", relatou a moradora.
Com a conclusão da derrubada, a comunidade local agora cobra a remoção completa dos entulhos, o isolamento do terreno e a instalação de um novo ponto de ônibus no local. A Prefeitura informou que as denúncias sobre imóveis em situação similar podem ser encaminhadas diretamente à Sefic.