
Uma grande operação de inteligência deflagrada pela Polícia Militar do Estado de Goiás em conjunto com a Polícia Federal interceptou um esquema de falsificação de moeda. A ação resultou na prisão em flagrante de três homens e na apreensão de material com alto padrão de acabamento.
Durante a abordagem, as equipes policiais apreenderam cerca de 500 folhas de papel-moeda com propriedades físicas e elementos gráficos idênticos aos das cédulas originais de R$ 100. As autoridades estimam que o insumo seria suficiente para fabricar R$ 2,4 milhões em dinheiro falso.
A ofensiva mobilizou guarnições do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCAES), do Comando de Missões Especiais (CME/2), além da Polícia Federal (PF/GO) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/GO).
As investigações começaram a partir do compartilhamento de informações repassadas por um colaborador. Com base nos dados primários, o setor de inteligência das corporações passou a monitorar a rotina e os deslocamentos dos investigados ao longo de duas semanas.
O acompanhamento tático permitiu identificar o momento exato em que os suspeitos transportavam o material. Além do papel-moeda, os policiais realizaram a apreensão do veículo utilizado pelo trio para a logística do grupo.
Após o cerco e a contenção, os três homens foram conduzidos à sede da Superintendência da Polícia Federal, em Goiânia, onde foram adotados os procedimentos formais de autuação em flagrante.
O comandante de Missões Especiais da Polícia Militar, coronel Felício, explicou que os insumos apreendidos possuíam acabamento refinado. O material contava com marca d’água e textura similares às das notas autênticas emitidas pela Casa da Moeda.
Embora o lote de folhas virgens estivesse avaliado em aproximadamente R$ 100 mil no mercado ilegal, o processo de impressão final multiplicaria o valor nominal do lote, gerando um prejuízo milionário ao comércio local e à economia.
"Nós antecipamos a fraude, porque se isso cair no comércio, já era. A operação conseguiu interceptar todo o lote antes que essas cédulas fossem impressas e colocadas em circulação no mercado."
A intervenção policial impediu que o dinheiro circulasse no mercado consumidor local e regional durante o período de grande movimentação comercial.
A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o papel desempenhado por cada um dos detidos no esquema criminoso. Os agentes investigam se os suspeitos possuem antecedentes criminais e buscam identificar a origem do papel-moeda de alta tecnologia, bem como outros possíveis integrantes da rede.
Os investigados permanecem à disposição do Poder Judiciário Federal enquanto a perícia técnica analisa o material apreendido.