
Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Goiás na manhã desta segunda-feira (28) cumpriu mandados judiciais contra o corretor de imóveis Roger Kogi Tabata. O empresário é investigado por suspeita de praticar crimes de estelionato que geraram um prejuízo acumulado estimado em mais de R$ 1,1 milhão a clientes em Goiânia e em municípios do interior do estado.
De acordo com as apurações conduzidas pela corporação, o investigado utilizava a estrutura da sua própria empresa, a Tabata Imóveis, para intermediar locações e aplicar as fraudes. Até o momento, as equipes policiais já identificaram formalmente pelo menos seis vítimas do esquema criminoso.
As investigações começaram há cerca de três meses, quando um proprietário procurou a delegacia para denunciar irregularidades na repasse de valores. O empresário, responsável pela administração do contrato de locação, deixou de repassar os pagamentos recebidos dos inquilinos ao dono do imóvel.
No decorrer dos levantamentos, os investigadores constataram que a atuação do corretor envolvia diversas etapas abusivas contra proprietários e locatários. Além de se apossar dos valores mensais pagos pelos aluguéis, a empresa exigia pagamentos antecipados e cobrava garantias financeiras inexistentes na legislação ou fora do previsto nos contratos formais.
"O corretor, então administrador da locação, passou a se apossar dos aluguéis, a cobrar garantias inexistentes dos inquilinos e exigir adiantamento por parte deles."
Com o avanço dos cruzamentos de dados e depoimentos prestados por outras vítimas, a Polícia Civil descobriu que Roger Kogi Tabata é reincidente em procedimentos investigativos pela mesma modalidade de estelionato imobiliário no estado.
Diante da reincidência e da gravidade dos prejuízos reportados, a corporação solicitou o mandado de prisão contra o corretor, medida que foi acolhida e emitida pelos magistrados da 6ª Vara de Garantias.
A ordem judicial também incluiu mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços residenciais e comerciais ligados ao investigado. Durante a ação de campo, os agentes apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e materiais que serão submetidos à perícia técnica para subsidiar o inquérito policial.
A Polícia Civil autorizou a divulgação da imagem e do nome do investigado com o objetivo de identificar possíveis novas vítimas do esquema e mapear a dimensão total dos valores desviados pela corretora. O espaço segue aberto para a manifestação da defesa técnica do investigado.