
Policiais militares efetuaram a prisão de um homem de 27 anos suspeito de cometer um assassinato no interior de um cemitério municipal em Goiânia. Durante as diligências e buscas realizadas na residência do investigado, localizada no Jardim Balneário Meia Ponte, na região norte da capital, os agentes se depararam com uma cena macabra: um crânio humano exposto sobre um altar.
A identificação e posterior localização do suspeito foram possíveis graças ao trabalho de apuração com análise de imagens de circuitos de segurança. O corpo da vítima, que apresentava perfurações e ferimentos profundos na região do pescoço, foi localizado por um coveiro nas proximidades das lápides.
A estimativa das forças policiais é de que o homicídio tenha ocorrido na última sexta-feira (25). Após ser abordado e detido pelas equipes policiais nesta segunda-feira (28), o homem admitiu formalmente a autoria do golpe fatal, mas argumentou ter atuado em situação de legítima defesa própria e de terceiros.
Em seu depoimento preliminar prestado aos militares no momento do flagrante, o detido deu detalhes sobre a sua versão em relação à dinâmica do ataque ocorrido no local do crime.
"Estava lá no cemitério, na gira, apareceu lá um nóia, pessoa que usa droga. Estava com a faca, né? Começou a querer esfaquear o povo lá. Consegui tomar a faca dele e revidei." — Declaração do suspeito à Polícia Militar
A descoberta da ossada humana no imóvel do suspeito abriu uma nova linha de apuração para os investigadores. A estrutura óssea do crânio foi recolhida pelas equipes periciais e passará por exames detalhados de laboratório para tentar identificar a vítima e determinar como o material foi obtido.
A Polícia Civil de Goiás assumiu a condução das investigações para esclarecer as reais circunstâncias da morte no cemitério. Além da autoria pelo crime de homicídio, o homem detido deverá responder formalmente por suspeita de vilipêndio de cadáver e maus-tratos a animais.
As autoridades policiais trabalham para apurar se a estrutura óssea mantida no altar residencial foi subtraída de alguma sepultura da região ou se pertence a outro episódio de crime violento sem solução na capital.