
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), deflagrou nas primeiras horas desta terça-feira (6) a Operação Argos Infantis. O objetivo principal da ofensiva é combater o armazenamento e a distribuição de conteúdos relacionados à pornografia e exploração sexual infantojuvenil praticados na internet.
Durante a mobilização policial, as equipes saíram para cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário. As ordens judiciais tiveram como alvo endereços localizados nos municípios de Goiânia e Joviânia.
Como resultado das diligências iniciais nas residências dos investigados, os agentes efetuaram a prisão em flagrante de quatro pessoas ao identificarem arquivos ilícitos mantidos nos dispositivos eletrônicos fiscalizados.
O avanço das investigações da DERCC reflete o intensificado trabalho de inteligência contra crimes cibernéticos voltados à proteção de crianças e adolescentes. Ações similares vêm sendo executadas de forma sistemática em diversas regiões do território goiano para desarticular redes de compartilhamento de mídias criminosas.
Recentemente, em setembro, o Ministério Público de Goiás (MPGO) em conjunto com a Polícia Civil deflagrou a terceira fase da Operação Anjo da Guarda. Na ocasião, as autoridades conseguiram apreender mais de 12 aparelhos celulares que estavam em posse de um único suspeito residente na cidade de Jataí.
O histórico das operações recentes demonstra o monitoramento contínuo das plataformas digitais pelas forças de segurança de Goiás:
Segunda fase (13 de agosto): Equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no município de Goiânia, recolhendo equipamentos para análise pericial.
Primeira fase (16 de setembro de 2025): Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo dois localizados em Goiânia e um no Entorno do Distrito Federal. A ação resultou na localização de dezenas de arquivos com conteúdo de abuso infantil e em duas prisões em flagrante.
Todo o material apreendido na Operação Argos Infantis passará por perícia técnica especializada para identificar a origem dos arquivos, possíveis redes de compartilhamento e outros envolvidos na prática dos crimes.