
O Goiás Esporte Clube vive mais um capítulo de intensa instabilidade política e administrativa. Na tarde desta terça-feira, o dirigente Aroldo Guidão renunciou ao cargo de presidente executivo do clube alviverde. A decisão foi oficializada por meio de uma carta entregue diretamente ao presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro.
A saída do mandatário ocorre em um momento crítico da temporada, sob forte desgaste interno e cobranças da torcida por reformulação. O movimento político antecipa os bastidores de um clube que já tinha eleições presidenciais agendadas para o mês de dezembro.
Com a vacância no cargo máximo da diretoria executiva, a cúpula esmeraldina avalia os próximos passos. Existe a possibilidade real de o pleito ser antecipado para definir a nova gestão de forma definitiva.
Até que haja uma definição oficial sobre o processo eleitoral, dois nomes da atual diretoria surgem como cotados para assumir o comando de forma temporária: José João Batista Stival Júnior, atual vice-presidente de Esportes Olímpicos, e Munir Calixto Júnior, vice-presidente Jurídico.
"A decisão foi formalizada por carta entregue ao Conselho Deliberativo. O clube agora avalia se antecipa a eleição de dezembro ou se define uma transição temporária", indicam interlocutores da política do clube.
A renúncia de Aroldo Guidão chama a atenção pelo contexto recente de reestruturação do clube. A saída do dirigente acontece pouco mais de um mês após o Goiás aprovar a reforma do seu estatuto social.
A alteração estatutária havia acabado de restabelecer a figura do presidente executivo no organograma do clube. Antes dessa mudança, a gestão operacional era centralizada em cargos executivos profissionais, como CEO e diretores remunerados.
Figuras como Luciano Paccielo e Leonardo Pacheco foram os últimos a exercer a liderança administrativa nesse modelo anterior, antes de o clube optar pelo retorno ao formato presidencialista tradicional.
A turbulência nos bastidores reflete diretamente o momento delicado vivido dentro das quatro linhas. O Goiás vem de uma incômoda derrota para o Novorizontino no Campeonato Brasileiro da Série B, resultado que reduziu drasticamente as chances de retorno à elite do futebol nacional.
Com matemáticos apontando apenas 1% de probabilidade de acesso à Série A, o ambiente no clube tornou-se insustentável para a manutenção do trabalho da diretoria.
Agora, a estrutura política alviverde corre contra o tempo para alinhar o processo de transição e definir quem conduzirá o Goiás até a escolha do próximo presidente.