
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) protagonizou um forte embate verbal durante entrevista ao vivo concedida ao Canal UOL. Ao responder aos questionamentos do colunista Josias de Souza sobre a decisão de formalizar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial, Caiado elevou o tom e acusou o jornalista de parcialidade política.
A reação ocorreu no momento em que o colunista analisava a trajetória do ex-presidenciável e questionava a coerência do novo alinhamento com o Partido Liberal. Em tom incisivo, o político goiano rebateu a abordagem do entrevistador.
"Contenha o seu petismo", disparou Ronaldo Caiado diretamente ao colunista Josias de Souza durante a transmissão.
Durante o debate sobre suas escolhas políticas, Caiado rejeitou qualquer ilação de que sua postura fosse incoerente com o histórico público. O ex-governador apelou à sua biografia pessoal e profissional para sustentar a legitimidade de suas alianças.
O político citou sua formação e atuação como médico e professor universitário, ressaltando que ingressou na carreira acadêmica e em cargos públicos por meio de concursos e provas de título.
"Minha trajetória foi construída com trabalho, como médico, como professor aprovado em concurso e com as votações que recebi do povo. Minha história pública demonstra exatamente de qual lado sempre estive", rebateu o ex-governador.
Ao defender a aliança com a chapa de Flávio Bolsonaro na etapa decisiva do pleito, Caiado voltou a direcionar duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-candidato, que terminou a disputa presidencial em quinto lugar, afirmou que a permanência do atual governo representa um risco ao futuro socioeconômico do país.
O bate-boca com o colunista marcou um dos momentos de maior tensão nas sabatinas pós-primeiro turno. A despeito do tom ríspido e da cobrança direta ao jornalista, Caiado reafirmou que sua decisão de apoiar o candidato do PL é irrevogável.
O político enfatizou que entrará de forma ativa na campanha de segundo turno, assegurando que o apoio formal representa uma escolha pautada por convicção ideológica e transparência com seu eleitorado.