
Três homens foram presos em flagrante pelas forças de segurança enquanto realizavam a caça de uma onça-pintada na zona rural do distrito de Cangas, no município de Aruanã, no noroeste goiano. A captura foi efetuada por agentes do Batalhão de Operações Ambientais da Polícia Militar de Goiás (PMGO) durante um patrulhamento ostensivo realizado na rodovia GO-173.
A ação policial ocorreu na madrugada da última segunda-feira (6), quando a equipe da PMGO visualizou um veículo do modelo caminhonete trafegando pela rodovia estadual com todas as luzes e faróis apagados, conduta que levantou a suspeita dos militares e motivou a abordagem imediata.
Durante a busca veicular e pessoal, os policiais militares encontraram duas espingardas de calibre .12 e 12 munições intactas do mesmo calibre. Questionados sobre a presença do armamento no local, os suspeitos confessaram que pretendiam invadir uma propriedade rural da região para abater um exemplar de onça-pintada.
A onça-pintada é classificada como uma espécie ameaçada de extinção no território nacional, e a sua caça representa um crime ambiental gravíssimo contra a fauna do Cerrado.
"A abordagem ocorreu após os suspeitos chamarem a atenção da equipe ao trafegarem na rodovia estadual com os faróis apagados durante a madrugada", informaram os militares do Batalhão de Operações Ambientais.
Ao checarem a documentação dos detidos, dois dos homens assumiram a propriedade das espingardas e das munições. Um dos suspeitos chegou a apresentar uma licença para transporte de arma de fogo, porém o documento emitido pelas autoridades possuía validade restrita ao estado do Mato Grosso, não possuindo eficácia legal para o território de Goiás.
Diante do cenário de ilegalidade, a dupla proprietária do armamento foi autuada tanto pela tentativa de caça predatória quanto pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O terceiro ocupante do veículo também foi conduzido por participação na conduta criminosa.
Os três homens, as duas espingardas, as munições e a caminhonete utilizada pelo grupo foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Aruanã para a lavratura do auto de prisão em flagrante. Caso sejam condenados por todos os crimes imputados, os envolvidos podem cumprir penas somadas que ultrapassam seis anos de reclusão, além do pagamento de multas ambientais e penais.