
Moradores de Faina, no Noroeste de Goiás, denunciam problemas recorrentes no fornecimento e na qualidade da água distribuída na cidade durante o período de estiagem. Segundo relatos enviados à reportagem, o recurso chega às torneiras com lama, coloração escura e mau cheiro.
A situação, conforme a população, tem afetado diretamente a rotina das famílias. Além da necessidade de comprar água para consumo, atividades básicas como lavar roupas e louças e realizar a higiene pessoal também estariam sendo prejudicadas.
Os moradores relatam preocupação principalmente com a possibilidade de contaminação da água e os eventuais riscos à saúde.
Vídeos enviados à reportagem mostram a água saindo de torneiras com aspecto barrento.
Em um dos registros, uma moradora questiona a possibilidade de utilizar o recurso para lavar roupas.
“Olha a cor dessa água. Como que lava uma roupa branca em uma água dessa?”
Em outro vídeo, uma moradora demonstra preocupação com o uso da água para o banho de crianças.
“Mostrando a água da nossa cidade para vocês. Veja se tem cabimento um bebê recém-nascido tomar banho em uma água dessa. Olha o risco de dar um problema de saúde.”
Segundo os relatos, o problema não seria pontual. Moradores afirmam que a alteração na qualidade da água ocorre de forma recorrente, especialmente durante o período de estiagem.
De acordo com a população, a Prefeitura de Faina chegou a perfurar um poço artesiano com o objetivo de melhorar e normalizar o abastecimento.
A medida, porém, não teria solucionado a situação. Conforme os moradores, mesmo após a aquisição do novo recurso, a água continuou apresentando aspecto insalubre e passou também a ter mau cheiro.
Com isso, famílias continuam recorrendo à compra de água para consumo, enquanto utilizam o recurso fornecido pela rede com restrições para outras atividades.
A reportagem entrou em contato com o prefeito de Faina, Creonir do Leilão, para questionar a situação.
Segundo o prefeito, o problema no abastecimento do município é antigo e existe há aproximadamente 40 anos.
O gestor afirmou que há um projeto em andamento para solucionar definitivamente a questão do fornecimento de água, mas reconheceu que a implementação ainda deverá levar algum tempo.
Creonir também afirmou que a denúncia recente teria motivação política e classificou a situação como uma “denúncia de adversário”.
Até o momento, não foram apresentadas outras informações sobre o projeto mencionado pelo prefeito, como prazo para conclusão, medidas previstas ou investimentos necessários.
A situação relatada pelos moradores permanece em discussão enquanto o município busca uma solução para o problema de abastecimento.