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Navio japonês que afundou na Segunda Guerra com mais de 1.200 prisioneiros é localizado nas Filipinas

Embarcação conhecida como navio inferno foi encontrada por pesquisadores a 82 anos do naufrágio provocado por ataque militar

Redação
Por: Redação
03/08/2026 às 15h57
Navio japonês que afundou na Segunda Guerra com mais de 1.200 prisioneiros é localizado nas Filipinas
Representação gerada por IA - iG Navio afundou no litoral das Filipinas em 1944 com mais de 1.000 prisioneiros à bordo

Pesquisadores da Fundação Hellships Memorial localizaram no fundo do mar o navio cargueiro japonês Hofuku Maru, afundado durante a Segunda Guerra Mundial. A embarcação foi encontrada na costa oeste da ilha de Luzon, nas Filipinas, 82 anos após a tragédia que marcou o conflito global.

O reconhecimento dos destroços ocorreu em junho deste ano, após um mapeamento detalhado com sonar de varredura lateral e mergulhos técnicos na região. O navio transportava 1.289 prisioneiros de guerra quando foi atingido por forças militares dos Estados Unidos em 21 de setembro de 1944.

 

Ataque e histórico da embarcação

Construído no Japão em 1918, o cargueiro fazia parte de uma categoria de embarcações conhecidas como navios inferno, utilizadas para o transporte de detentos em condições extremas de superlotação, sem ventilação adequada, água ou assistência médica.

Na data do naufrágio, a aeronaves militares americanas lançaram bombas e torpedos contra o comboio após confundirem o cargueiro com uma embarcação de combate japonesa. O navio não contava com nenhuma identificação visual que indicasse a presença de prisioneiros a bordo.

"A maioria dos ocupantes morreu; apenas 242 pessoas sobreviveram à tragédia. Segundo registros da época, cerca de mil prisioneiros britânicos e 200 holandeses estavam a bordo"

 

Túmulo de guerra e preservação

Durante os mergulhos realizados para a identificação da estrutura, os pesquisadores constataram a presença de restos humanos espalhados entre os destroços do cargueiro no leito marinho.

"O local, portanto, passou a ser considerado um túmulo de guerra, sendo proibida a interferência nos escombros ou a remoção do entulho"

Diante da descoberta e do significado histórico do sítio arqueológico submarino, a instituição responsável pela localização atua agora em canais diplomáticos para oficializar o reconhecimento do espaço marítimo como área restrita e protegida.

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