
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) anunciou, nesta segunda-feira (3), que não vai disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. A decisão foi comunicada após reunião em Brasília com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), e com o presidente estadual da legenda, deputado federal Euclydes Pettersen.
O parlamentar utilizou as redes sociais para oficializar a desistência da pré-candidatura ao Palácio da Liberdade. Visivelmente emocionado, o senador explicou que o momento atual exige dedicação à esfera familiar e ao seu próprio bem-estar emocional.
Motivação pessoal
A decisão ocorre cerca de duas semanas após o falecimento de seu irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, de 30 anos, vítima de complicações decorrentes de leucemia em Divinópolis, no centro-oeste mineiro.
"Me dirgir ao povo mineiro, pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim, para a minha família, e não adianta eu entrar na campanha agora do jeito que estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não cuidar de mim, da minha família. Eu tenho que ser honesto com vocês, tenho que falar a verdade"
A cúpula nacional da legenda manifestou apoio ao parlamentar e confirmou que a decisão foi tomada em conjunto após diálogo interno. A direção partidária ressaltou que todas as condições estruturais haviam sido oferecidas para a campanha, mas ponderou sobre o impacto do momento vivido pelo senador.
"É duro, é muito difícil, é uma decisão pessoal do Cleitinho. A gente deu a ele todas as condições, as oportunidades, mas como ele disse, ele não está bem"
Mudança de cenário
A desistência marca uma reviravolta nas articulações políticas estaduais, ocorrendo poucos dias após o parlamentar sinalizar intenção de concorrer ao cargo com base em levantamentos de intenção de voto divulgados no final de julho. Na ocasião, o senador havia mencionado apoio popular apontado em pesquisas e indicado chapa com Luís Eduardo Falcão.
Na mesma manifestação anterior, o político já havia justificado sua ausência na convenção estadual do partido, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), reiterando que priorizava o período de luto familiar após o falecimento do irmão.