
A violência no trânsito de São Paulo resultou na morte de cinco pessoas entre domingo (2) e segunda-feira (3). Entre os casos mais graves, um casal que caminhava pela calçada de um viaduto após o expediente foi atingido por um veículo desgovernado na capital paulista.
O impacto da batida arremessou o eletricista Nilson Leite Batista, de 56 anos, para o meio da pista. Sua esposa, Maria Gorete Saraiva, de 58 anos, foi lançada por cima da grade de proteção em uma queda de aproximadamente seis metros, morrendo no local.
Prisão em flagrante
O condutor responsável pelo atropelamento fatal foi identificado como Giuliano Franco Fontes, de 24 anos. Na momento da abordagem policial, o motorista apresentava sinais evidentes de embriaguez, como fala pastosa e odor etílico.
Além de dirigir sob efeito de álcool, o suspeito estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por acúmulo de pontos. Ele se recusou a soprar o bafômetro, mas a constatação da embriaguez foi confirmada por laudo clínico e o jovem acabou preso em flagrante.
"Uma excelente pessoa, não mexe com a vida de ninguém, trabalhador, os dois"
Recorrência de casos
A sequência de fatalidades expõe uma estatística alarmante nas vias paulistas nas últimas semanas. Em 20 de julho, outro condutor alcoolizado e sem habilitação atropelou e matou Raelly Oliveira, fugindo do local sem prestar socorro à vítima.
Dias depois, um motorista de 22 anos que já respondia por morte no trânsito desde a adolescência invadiu a contramão e atingiu um sargento da Polícia Militar que pilotava uma moto. Outro caso recente envolveu a morte de um gari atropelado por um condutor também sob influência de álcool.
Críticas à legislação
Dados estatísticos apontam que o estado registra cerca de 1,3 mil mortes de pedestres por ano desde 2016, enquanto a média nacional se mantém próxima de 3 mil óbitos anuais desde 2020. Especialistas apontam falhas sistêmicas na punição severa a condutores imprudentes.
"Tanto é que, muitos casos que vêm acontecendo, essas pessoas já tiveram, de antemão, passagens por acidentes e continuam tendo essas passagens por acidente. E, dentro desse sentido, se verifica que a legislação, por si só, não teve a sua intenção"
O cenário mantém autoridades e especialistas em segurança viária em alerta quanto à eficácia das medidas punitivas atuais para conter reincidências no trânsito urbano.