
O atacante Neymar utilizou as redes sociais na última quarta-feira (5) para responder publicamente às ofensas proferidas pelo presidente do Remo, Tonhão, após a classificação do Santos para as quartas de final da Copa do Brasil. O confronto, disputado no estádio Mangueirão, em Belém, foi marcado por momentos de alta tensão dentro e fora de campo, com direito a bate-boca na zona mista e provocações direcionadas à torcida paraense.
Horas depois do apito final, o camisa 10 santista publicou em seus stories do Instagram uma imagem a bordo de um iate acompanhada por uma legenda irônica. Na postagem, o jogador resgatou e corrigiu o termo pejorativo utilizado pelo dirigente rival, escrevendo apenas a palavra "Vagabundiando", grafada com a letra "i" entre parênteses para evidenciar o deboche com a declaração do cartola adversário.
A origem da briga no Mangueirão
O entrevero teve início logo após a confirmação da vaga santista, quando o clima esquentou entre os atletas visitantes e os representantes do clube mandante. Visivelmente irritado com a postura do atleta em campo, o presidente azulino não poupou críticas ao camisa 10 durante atendimento à imprensa na zona mista do estádio paraense.
"O Santos não precisa disso. Esse vagabundo desse Neymar, que é idolatrado por um bando de crianças, fez as palhaçadas dele aqui e ainda veio provocar. Então, somos culpados de idolatrar um bando de vagabundos"
A declaração contundente do dirigente refletiu o descontentamento com as atitudes do atacante ao longo da partida. Segundo relatos de testemunhas no local, a confusão começou quando o jogador respondeu diretamente a provocações vindas das arquibancadas, chegando a mandar um beijo para a esposa de um torcedor do Remo na saída do gramado.
Desdobramentos e tensão nos vestiários
A discussão verbal não ficou restrita ao campo e se estendeu rapidamente para o túnel de acesso aos vestiários do Mangueirão. Jogadores, membros das comissões técnicas e dirigentes de ambas as equipes participaram do bate-boca generalizado, que exigiu a intervenção de seguranças para conter os ânimos exaltados.
A escalada de hostilidades só arrefeceu minutos depois, quando o principal jogador santista conseguiu se desvencilhar da confusão e entrou definitivamente no vestiário visitante. Até o momento, a Confederação Brasileira de Futebol não se pronunciou sobre eventuais súmulas complementares ou denúncias que possam resultar em sanções disciplinares aos envolvidos no tumulto pós-jogo.