
Localizado a cerca de 180 quilômetros da capital goiana, o Lago das Brisas impressiona pelas proporções geográficas no município de Buriti Alegre. Com uma área oficial estimada em 778 km², o reservatório artificial supera a extensão territorial de Goiânia e equivale a aproximadamente 2,5 vezes a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
Apesar da grandiosidade e do potencial para o turismo náutico, o local ainda permanece fora dos grandes roteiros nacionais de viagem. A paisagem formada pelo encontro das águas represadas com o Cerrado atrai principalmente moradores da região em busca de sossego, passeios de barco e atividades de pesca esportiva.
Origem na hidrelétrica e divergências de cálculo
O espelho d'água não é uma formação natural, mas sim o resultado do represamento do Rio Paranaíba para a construção da Usina Hidrelétrica de Itumbiara. A estrutura começou a operar comercialmente no início da década de 1980, transformando propriedades rurais em uma vasta área submersa.
As dimensões exatas do reservatório variam conforme o órgão consultado. Enquanto a prefeitura local e órgãos de turismo apontam 778 km², documentos técnicos da Eletrobras registram uma área alagada de 737 km², divergências atribuídas a metodologias e níveis de operação diferentes.
"A proporção do lago ajuda a traduzir uma extensão difícil de visualizar, sendo cerca de 49 quilômetros quadrados maior que toda a capital do estado"
Estrutura turística e o povoado de Corumbazul
A principal base de apoio para os visitantes é o povoado de Corumbazul, situado a cerca de 27 quilômetros da sede de Buriti Alegre. O local concentra pousadas, marinas e estruturas voltadas para receber turistas nos fins de semana e feriados prolongados.
A região integra a rota turística Lagos do Paranaíba e oferece opções como observação de fauna local, contemplação do pôr do sol e navegação de longa distância. Contudo, a vastidão das águas exige cautela redobrada de condutores de embarcações.
Cuidados essenciais na navegação
Devido à imensidão do lago, imprevistos mecânicos ou ventos fortes podem isolar embarcações longe da costa. Em maio de 2020, seis pessoas ficaram à deriva por cerca de seis horas após uma pane no motor, sendo resgatadas sem ferimentos pelo Corpo de Bombeiros.
Especialistas reforçam a necessidade de checar revisões mecânicas, utilizar coletes salva-vidas e monitorar a previsão do tempo antes de iniciar qualquer percurso náutico pelo reservatório goiano.