
A Justiça revogou a prisão preventiva da advogada Jéssika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, investigada por suposta participação em um esquema de fraudes contra a Zema Financeira. A decisão foi cumprida na noite de quarta-feira (6), permitindo que a defesa confirmasse o retorno da profissional para casa, em Anápolis.
A operação policial que resultou na detenção anterior ocorreu após investigações apontarem o envolvimento da defesa em um esquema de invasão de sistemas bancários e captação irregular de recursos de investidores. Mesmo em liberdade, a investigada continua sob monitoramento das autoridades enquanto o inquérito policial segue em andamento.
Investigação e prejuízos bilionários
As apurações conduzidas pelas autoridades indicam que o grupo utilizava credenciais comprometidas para realizar transferências via Pix para contas ligadas aos suspeitos. O ataque cibernético à Zema Financeira teria gerado um prejuízo estimado em R$ 75 milhões, com cerca de R$ 60 milhões efetivamente desviados.
Em paralelo, a Polícia Civil analisa a atuação da Naskar Gestão de Ativos, fintech pertencente ao companheiro de Jéssika, Douglas Silva de Oliveira Azara. O empresário é considerado foragido e teria deixado o país rumo a Dubai antes do cumprimento dos mandados de prisão expedidos pela Justiça.
"Já deve estar em casa"
Envolvimento e desdobramentos
De acordo com os investigadores, a advogada entrou na mira das autoridades devido à proximidade com o empresário e à identificação de uma empresa registrada em seu nome. A OAB de Goiás informou anteriormente que não foi notificada previamente sobre a ação policial contra a profissional, conforme determina a legislação vigente.
O caso segue em apuração para determinar o grau de participação de cada suspeito nos crimes investigados. O inquérito busca esclarecer o destino dos recursos e mensurar o impacto total sobre os milhares de investidores afetados pelas operações financeiras irregulares.