Sexta, 21 de Agosto de 2026
22°C 37°C
Teresina, PI

Campanha de Flávio Bolsonaro tenta transformar acusação contra vice em trunfo contra o PT

Defesa de Alfredo Gaspar aciona o STF exigindo exame de DNA em 72 horas para arquivar denúncia e reforçar tese de perseguição política

Redação
Por: Redação
07/08/2026 às 11h16
Campanha de Flávio Bolsonaro tenta transformar acusação contra vice em trunfo contra o PT
O deputado Alfredo Gaspar (PL-RN) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • Foto: Beto Barata/PL

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República decidiu adotar uma estratégia ofensiva para lidar com a suspeita de estupro envolvendo seu candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). A intenção do comitê é transformar um eventual arquivamento do caso em munição política.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro avaliam que uma vitória na Justiça ajudará a sustentar a narrativa de que a denúncia foi forjada pelo PT. Segundo a equipe, o objetivo da acusação seria desgastar Gaspar, ex-relator da CPMI do INSS, e desviar o foco de apurações envolvendo o governo e o empresário Fábio Luís Lula da Silva.

 

Pressão no STF

Para conter os danos à chapa, especialmente entre o eleitorado feminino, a equipe jurídica acionou o Supremo Tribunal Federal (STF). Na última quinta-feira (6), os advogados pediram ao ministro Gilmar Mendes que determine a realização de um exame de DNA em até 72 horas.

A defesa disponibilizou o material genético de Gaspar, já coletado pela Justiça de Alagoas, para comparação com o da criança citada na notícia-crime. A petição alega que a acusação provocou um imenso desgaste reputacional ao candidato no meio da disputa eleitoral.

"Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso. Vou provar cientificamente que sou inocente", declarou o candidato a vice.

 

Sem acordo e ameaça de processo

A suspeita veio à tona no fim de março, levantada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPMI. Gaspar afirma ser vítima de denúncia caluniosa e descartou qualquer acordo de "pacificação" tentado nos bastidores da Câmara.

"Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya", garantiu Gaspar.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), reforçou a confiança na inocência do parlamentar e descartou a substituição do vice. Marinho afirmou que, para o comitê bolsonarista, o assunto já é tratado como página virada enquanto aguardam a decisão judicial.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias