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Julgamento sobre assassinato de Tupac Shakur começa em Las Vegas quase 30 anos após o crime

Duane “Keffe D” Davis, único acusado de orquestrar o ataque a tiros, enfrenta o tribunal a partir de segunda-feira e pode ser condenado à prisão perpétua

Redação
Por: Redação
07/08/2026 às 11h51
Julgamento sobre assassinato de Tupac Shakur começa em Las Vegas quase 30 anos após o crime
Tupac Shakur e Duane “Keffe D” Davis (Foto: Raymond Boyd/Getty Images e Steve Marcus Foto: Pool/Getty Images) / Rolling Stone Brasil https://www.terra.com.br/diversao/musica/quase-30-anos-depois-o-assassinato-de-tupac-shakur-finalmente-chega-a-julgamento

Quase três décadas após um dos crimes mais enigmáticos da história da música, o assassinato do rapper Tupac Shakur finalmente chega aos tribunais. A partir da próxima segunda-feira (10), a Justiça de Las Vegas, nos Estados Unidos, inicia a seleção do júri para o julgamento de Duane "Keffe D" Davis, de 63 anos.

Ele é o único acusado pelo ataque a tiros que tirou a vida do artista em 13 de setembro de 1996. Caso seja considerado culpado pelos jurados, o réu pode ser condenado à prisão perpétua sem direito à liberdade condicional.

 

A confissão em livro

A promotoria não acusa Davis de ter puxado o gatilho, mas de ser o mentor e o líder operacional da emboscada. Segundo as investigações, ele estava no banco de trás do Cadillac branco que emparelhou com o veículo de Tupac e teria fornecido a pistola calibre .40 usada pelos atiradores.

As principais evidências contra o acusado foram fornecidas por ele próprio ao longo dos anos. Em entrevistas e no livro de memórias "Compton Street Legend", publicado em 2019, Davis admitiu publicamente estar no carro e ter obtido a arma do crime.

Preso desde setembro de 2023, ele agora alega inocência e afirma que sequer estava no estado de Nevada na noite do crime. A defesa tenta convencer a Justiça de que o livro é uma obra de ficção escrita com propósitos comerciais.

"Estamos dando crédito demais a declarações feitas para fins de entretenimento", argumentou o advogado Michael Sanft.

 

Guerra de gangues

O juiz responsável pelo caso rejeitou a tese da defesa e autorizou o uso do livro e de uma gravação policial de 2008 como provas materiais. O pano de fundo do assassinato envolve a violenta rivalidade entre as costas Leste e Oeste do rap americano nos anos 1990.

Horas antes do crime, Tupac e membros da comitiva de Suge Knight, chefe da gravadora Death Row Records, haviam agredido Orlando "Baby Lane" Anderson no hotel MGM Grand. Anderson era sobrinho de Davis e um dos homens apontados como ocupantes do Cadillac, mas já é falecido.

O julgamento criminal deve se estender por pelo menos quatro semanas. A expectativa é que testemunhas-chave, como Suge Knight — o motorista sobrevivente que acompanhava a vítima —, além de familiares de Tupac, prestem depoimentos cruciais nos próximos dias.

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