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Incêndio florestal consome 10,4 mil hectares no Nordeste de Goiás

Força-tarefa integrada combate frentes de fogo na região sob alerta severo de estiagem, altas temperaturas e baixa umidade do ar

Redação
Por: Redação
14/08/2026 às 09h32
Incêndio florestal consome 10,4 mil hectares no Nordeste de Goiás
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Um incêndio florestal que atinge a região Nordeste de Goiás desde o dia 10 de agosto já consumiu cerca de 10,4 mil hectares de vegetação nativa, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

A operação de combate mobiliza dezenas de profissionais divididos em frentes terrestres. Das três frentes iniciais de fogo que preocupavam as autoridades, duas foram controladas e apenas uma continuava ativa e sob intervenção direta das equipes até a última atualização.

O monitoramento permanece ininterrupto em toda a área afetada para evitar reignições. As equipes avaliam constantemente variáveis climáticas como rajadas de vento, oscilações na umidade e altas temperaturas para reposicionar o efetivo com rapidez.

 

Força-tarefa mobilizada

As ações reúnem 58 pessoas diretamente envolvidas na operação de contenção e rescaldo, contando com 45 brigadistas e militares na linha de frente do combate às chamas na vegetação seca.

O grupo é formado por bombeiros militares de Goiás, brigadistas da Semad, além de profissionais do PrevFogo e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O suporte logístico conta com 13 viaturas especializadas de órgãos estaduais e federais.

 

Combate a crimes ambientais

Paralelamente ao trabalho de contenção, as autoridades realizam diligências por meio da Operação Abafa Terra Ronca para identificar e punir eventuais responsáveis pela origem do fogo na região.

O governo estadual mantém em vigor o decreto que proíbe o uso de fogo em áreas de vegetação.

Provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental punível com reclusão de dois a quatro anos, além de multas e obrigatoriedade de reparação civil dos danos.

 

Clima agrava o cenário

A situação crítica é impulsionada por fatores meteorológicos adversos registrados no estado. A forte influência do fenômeno El Niño aliada ao período de estiagem severa deixa a paisagem altamente vulnerável.

Registros recentes na região apontam temperaturas próximas de 37°C e umidade relativa do ar abaixo de 20%. A combinação de calor intenso e ventos fortes acelera a propagação das chamas e eleva o risco de novos focos.

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