
Um incêndio florestal que atinge a região Nordeste de Goiás desde o dia 10 de agosto já consumiu cerca de 10,4 mil hectares de vegetação nativa, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
A operação de combate mobiliza dezenas de profissionais divididos em frentes terrestres. Das três frentes iniciais de fogo que preocupavam as autoridades, duas foram controladas e apenas uma continuava ativa e sob intervenção direta das equipes até a última atualização.
O monitoramento permanece ininterrupto em toda a área afetada para evitar reignições. As equipes avaliam constantemente variáveis climáticas como rajadas de vento, oscilações na umidade e altas temperaturas para reposicionar o efetivo com rapidez.
As ações reúnem 58 pessoas diretamente envolvidas na operação de contenção e rescaldo, contando com 45 brigadistas e militares na linha de frente do combate às chamas na vegetação seca.
O grupo é formado por bombeiros militares de Goiás, brigadistas da Semad, além de profissionais do PrevFogo e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O suporte logístico conta com 13 viaturas especializadas de órgãos estaduais e federais.
Paralelamente ao trabalho de contenção, as autoridades realizam diligências por meio da Operação Abafa Terra Ronca para identificar e punir eventuais responsáveis pela origem do fogo na região.
O governo estadual mantém em vigor o decreto que proíbe o uso de fogo em áreas de vegetação.
Provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental punível com reclusão de dois a quatro anos, além de multas e obrigatoriedade de reparação civil dos danos.
A situação crítica é impulsionada por fatores meteorológicos adversos registrados no estado. A forte influência do fenômeno El Niño aliada ao período de estiagem severa deixa a paisagem altamente vulnerável.
Registros recentes na região apontam temperaturas próximas de 37°C e umidade relativa do ar abaixo de 20%. A combinação de calor intenso e ventos fortes acelera a propagação das chamas e eleva o risco de novos focos.