
A Prefeitura de Goiânia avalia a expansão de sua infraestrutura para coleta de resíduos sólidos. O objetivo é ampliar de cinco para 23 o número de ecopontos na capital, visando o recebimento gratuito de entulho, móveis usados, restos de poda, pneus e materiais recicláveis.
O projeto, contudo, ainda está restrito à fase de estudos técnicos. Até o momento, não há previsão oficial para o início das obras ou para a entrega das novas estruturas à população. A análise de viabilidade é conduzida de forma integrada entre diferentes pastas da administração municipal.
O que diz a gestão ambiental
Segundo a diretora de Gestão Ambiental da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Ana Paula Assis, a proposta passa por uma avaliação rigorosa entre os órgãos envolvidos.
"Eles estão em fase de estudo para avaliarmos a possibilidade dessa ampliação. Há vários órgãos envolvidos, trabalhando em conjunto para verificar a viabilidade"
Atualmente, a rede permanente da capital conta com cinco unidades: Jardim Guanabara, Setor Faiçalville, Jardim São José, Eldorado Oeste e Campos Dourados. Esses locais são construídos pela Amma e operados pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).
Critérios de descarte
Os ecopontos são destinados a pequenos geradores, como moradores que realizaram reformas residenciais ou precisam descartar itens volumosos. Cada cidadão pode entregar até 2 metros cúbicos de resíduos, além de um limite de quatro pneus por CPF.
As unidades contam com funcionários responsáveis pelo controle de acesso e pela triagem dos materiais. Além de entulho, é permitido o descarte de itens como sofás, colchões, camas, guarda-roupas e materiais passíveis de reciclagem.
Pontos provisórios
Além das estruturas definitivas, Goiânia mantém seis pontos provisórios. Eles foram instalados em locais que anteriormente eram utilizados para descarte clandestino de lixo e entulho, uma estratégia para concentrar resíduos e facilitar a limpeza urbana.
Essas áreas receberam barreiras de concreto e sinalização informativa. De acordo com a Amma, os espaços não possuem cronograma de desativação, embora alguns operem em terrenos particulares mediante autorização. A limpeza desses locais é de responsabilidade do consórcio de serviços urbanos da capital.