
Entregadores de aplicativo que atuam na plataforma iFood em Anápolis, no interior de Goiás, aderiram ao movimento nacional de paralisação da categoria nesta terça-feira (1º). A mobilização foi convocada por lideranças locais por meio das redes sociais para protestar contra as diretrizes recentes do aplicativo e reivindicar reajustes financeiros.
A convocação principal foi divulgada pelo presidente da Associação dos Motoboys Entregadores de Anápolis, Luiz Henrique “Pirulito” Gomes. O representante conclamou a categoria a apoiar a paralisação para pressionar a empresa por melhorias nas condições de trabalho.
"Anápolis vai parar. Eu conto com o apoio de todo mundo. Vocês querem melhoras? Tem que ajudar na paralisação", destacou Luiz Henrique nas redes sociais.
A categoria exige o fim das rotas curtas de baixo retorno e a revisão imediata do valor pago por quilômetro rodado no município.
Entre as principais pautas organizadas pelos entregadores estão a retirada do modelo denominado +Entregas — formato que estabelece a remuneração por período trabalhado em vez de por serviço prestado —, o aumento geral dos valores das taxas de entrega, a fixação de uma taxa mínima de R$ 10 e o repasse de R$ 2 por quilômetro rodado.
Outro ponto de insatisfação diz respeito ao encerramento das rotas de curta distância que, segundo os trabalhadores, deixaram de compensar financeiramente após as mudanças recentes.
"Muitas vezes, os aplicativos não te valorizam como você merece ser valorizado. Abrace essa causa, porque ela não é só minha, do presidente, é de todos nós que trabalhamos nesse aplicativo", declarou um dos entregadores ao convocar a categoria.
O movimento em Anápolis integra a mobilização nacional dos profissionais e tem caráter pacífico.
A empresa iFood foi procurada para se posicionar sobre a paralisação e responder às demandas listadas pelos entregadores em Anápolis, mas não enviou resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da plataforma.