
Identificação da suspeita
A mulher de 31 anos responsável pela invasão ao recinto dos elefantes no Zoológico de Brasília, no último sábado (11), foi identificada como professora da rede pública do Distrito Federal. Servidora efetiva desde 2019, ela se encontra afastada de suas funções por questões de saúde desde o início deste ano.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF). Segundo o órgão, a Coordenação Regional de Ensino de Samambaia já havia nomeado outro docente para assumir a carga horária da profissional durante seu período de licença médica.
Investigação administrativa
Após tomar conhecimento da invasão ao zoo e da tentativa de subtrair uma criança em Samambaia, a pasta declarou que iniciou a análise dos fatos para a adoção de providências administrativas internas. Não foram divulgados detalhes sobre o atual quadro de saúde da servidora.
"A Secretaria de Educação do DF informou que a docente foi afastada pela Coordenação Regional de Ensino de Samambaia, desde o início deste ano, em razão de licença médica"
Invasão e episódios de violência
No sábado (11), a mulher invadiu o recinto do elefante Chocolate. Ela precisou ser retirada por vigilantes e recebeu atendimento de brigadistas após apresentar sinais de um possível surto. O animal foi avaliado pela equipe veterinária e não sofreu ferimentos.
Já no domingo (12), um dia após o episódio no zoológico, a mulher foi detida após tentar levar um menino de 8 anos à força em Samambaia. Segundo a Polícia Civil, ela abordou a mãe da criança alegando ter recebido uma “providência divina” para resgatar o menor.
Ações da polícia
A mãe da criança relatou ter entrado em luta corporal para recuperar o filho. Durante a abordagem, a suspeita chegou a se declarar policial e afirmava ser a “mãe espiritual” da vítima.
A Polícia Militar do DF conduziu a mulher à 26ª Delegacia de Polícia. Apesar da gravidade, ela não foi presa em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, os elementos colhidos evidenciam a necessidade de aprofundada aferição da capacidade de autodeterminação da suspeita durante os eventos.
Familiares da professora informaram que ela tem buscado atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.