
Um homem de 39 anos foi preso preventivamente por agentes da Polícia Civil após ser acusado de praticar o chamado "golpe do amor" contra uma mulher de 37 anos. A fraude financeira causou um prejuízo acumulado de R$ 327.161,47 à vítima ao longo de dezoito meses.
A prisão foi efetuada por equipes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Os policiais localizaram o investigado hospedado em um hotel de Goiânia, interrompendo uma tentativa de fuga para o exterior.
De acordo com as apurações da Deic, a aproximação entre o estelionatário e a vítima ocorreu por meio de uma plataforma de relacionamentos. Durante o contato virtual, o suspeito assumiu uma falsa identidade e alegava trabalhar no mercado de investimentos corporativos.
Com o passar do tempo, o homem ganhou a confiança da vítima e passou a solicitar quantias para aplicação com a promessa de retorno financeiro expressivo. Convencida do suposto investimento, a mulher realizou aportes sucessivos, recorrendo inclusive a fundos da conta bancária de sua avó.
"Inicialmente, ele devolvia pequenas quantias simulando lucros para manter a confiança da vítima. Quando as transferências atingiram valores altos, ele bloqueou as devoluções sob a alegação de taxas e impostos de liberação."
A investigação comandada pela delegada Lara Soares apontou que o último repasse de recursos foi identificado no dia 9 de junho de 2026. Logo após a transação, o investigado deixou a capital e viajou para Foz do Iguaçu, no Paraná.
A equipe policial apura indícios de que o suspeito planejava cruzar a fronteira em direção ao Paraguai antes de retornar temporariamente a Goiás.
O inquérito revelou que o suspeito utilizou imagens profundamente alteradas digitais no perfil do aplicativo para ocultar a verdadeira fisionomia. Os investigadores trabalham com a hipótese de uso de ferramentas de inteligência artificial para modificar traços faciais e criar personas virtuais atraentes.
Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva no quarto do hotel, os agentes apreenderam o smartphone do investigado. No aparelho, a polícia encontrou registros de conversas recentes com diversas outras mulheres mantidas simultaneamente.
"O material apreendido passa por análise pericial para checar se há outras vítimas e mapear o destino final do dinheiro subtraído."
Conforme os registros checados pela Polícia Civil, o suspeito é reincidente em práticas criminosas e acumula histórico de anotações pelo crime de estelionato. As apurações seguem para rastrear os valores transferidos e identificar possíveis coautores no esquema.