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Wilder Morais nega apoio ao uso de câmeras corporais em fardas e declara confiança nas forças policiais

Candidato ao governo estadual esclarece posicionamento em nota oficial após repercussão de declarações em entrevista e defende fortalecimento da corporação

Por: Cleyber Carlos
15/09/2026 às 14h01
Wilder Morais nega apoio ao uso de câmeras corporais em fardas e declara confiança nas forças policiais
Wilder Morais nega apoio a câmeras em fardas e diz confiar na polícia (Foto: PL)

O candidato ao governo estadual Wilder Morais (PL) emitiu uma nota oficial nesta terça-feira (15) para esclarecer seu posicionamento em relação à adoção de câmeras corporais nos uniformes dos agentes de segurança pública. O político reafirmou ser contrário à implementação do equipamento na rotina operacional das corporações.

A manifestação pública do representante do PL ocorreu após a circulação de notícias que sugeriam a disposição do candidato em avaliar ou debater a implementação da tecnologia no estado. Segundo a assessoria do postulante, as falas proferidas durante uma sabatina recente foram retiradas do contexto original.

Em nota divulgada à imprensa, a equipe de campanha enfatizou que a posição de Wilder sobre o tema é definitiva e alinhada às diretrizes defendidas por sua base aliada, priorizando a autonomia e a valorização das forças policiais no exercício de suas funções nas ruas.

"Diferente do que vem sendo divulgado por alguns veículos de comunicação, o candidato Wilder Morais é contrário ao uso de câmera corporal no policial. O que o candidato disse em entrevista ao vivo, e que foi usado fora de contexto, foi estar aberto ao diálogo com a corporação para apoiar no que a corporação decidir."

 

Autonomia profissional e investimentos operacionais

Ao abordar as diretrizes para a área de segurança pública em seu plano de governo, Wilder destacou que a prioridade da gestão deve ser o fornecimento de estrutura adequada, armamento e equipamentos modernos para a atuação de campo dos agentes municipais e estaduais.

O candidato argumentou que a imposição do monitoramento por vídeo nas fardas interfere no trabalho diário dos profissionais e que a relação entre o comando e o efetivo nas ruas deve ser pautada na confiança institucional e no respaldo às decisões operacionais.

"Eu confio no policial e, por esse motivo, acho desnecessário o uso de câmera corporal. É preciso dar aos policiais condições de trabalho e credibilidade. A segurança precisa ser retomada e ampliada."

 

Debate sobre tecnologia e segurança em pauta

A discussão sobre o uso de câmeras acopladas ao uniforme militar tem sido um dos temas mais recorrentes nos debates eleitorais ao redor do país. De um lado, defensores da medida apontam avanços na transparência e na produção de provas judiciais; de outro, críticos sustentam que o recurso inibe a ação ostensiva dos agentes de segurança.

Com a publicação do documento de esclarecimento, Wilder Morais busca consolidar sua mensagem junto ao eleitorado conservador e às categorias da segurança pública. O candidato reiterou o compromisso de consultar diretamente os comandos e praças antes de tomar qualquer medida estrutural para o setor.

A campanha do PL informou que pretende intensificar as agendas de rua e as reuniões com representantes do setor produtivo e das forças de segurança nos próximos dias para detalhar o plano de expansão do policiamento ostensivo nas regionais do estado.

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