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Eduardo Bolsonaro ganha residência permanente nos Estados Unidos

Ex-deputado federal obtém documento após deixar o Brasil no ano passado e alegar perseguição judicial

Redação
Por: Redação
21/07/2026 às 15h44
Eduardo Bolsonaro ganha residência permanente nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro recebeu o Green Card — Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu o Green Card concedido pelo governo dos Estados Unidos, garantindo o direito de viver no território americano por tempo indeterminado. A autorização oficial foi formalizada após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixar o Brasil no início do ano passado.

O documento estabelece acesso permanente a direitos fundamentais no país norte-americano. Entre as prerrogativas garantidas estão a utilização de serviços públicos e a liberdade para trabalhar em qualquer emprego formal em solo estrangeiro, sem a necessidade de renovações temporárias de visto.

 

Limitações do documento e histórico

Apesar da residência permanente, o Green Card impõe restrições específicas ao beneficiário. O documento não concede o direito de voto nas eleições federais americanas e tampouco permite a emissão imediata de um passaporte dos Estados Unidos.

Orientações de imigração também recomendam que os detentores do registro evitem ausências prolongadas do território americano. O ex-parlamentar havia ingressado no país originalmente com visto de turista e chegou a cogitar o pedido de asilo político antes de obter a residência definitiva.

Só tenho a agradecer ao governo Trump pela consideração. Segui o processo, atendi os critérios e agora chegou o resultado

 

Repercussão política e condenação no STF

A concessão do documento ocorre em um momento de atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos. A situação ganhou repercussão após declarações de autoridades americanas criticando a postura do governo brasileiro em negociações comerciais recentes.

Paralelamente, o ex-deputado enfrenta condenações judiciais no Brasil. No mês passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal determinou pena de quatro anos e dois meses em regime semiaberto, além de inelegibilidade, por tentativa de coerção contra magistrados.

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