
Primeira loja de rua da marca da influenciadora Virginia abre em Goiânia com fila de madrugada e público de centenas de pessoas
A abertura da primeira loja de rua da marca Wepink, pertencente à influenciadora Virginia Fonseca e à empresária Samara Pink, atraiu cerca de 200 pessoas e gerou longas filas no bairro Parque Amazônia, em Goiânia, na manhã desta terça-feira (28).
Os primeiros clientes chegaram por volta das 3h para garantir lugar na abertura do estabelecimento, prevista para as 9h. O movimento atípico chamou a atenção de moradores e motoristas que passavam pela região nas primeiras horas do dia.
Entre os consumidores que aguardavam a liberação dos portões, o clima era de ansiedade por promoções dos produtos cosméticos, além de pequenos relatos de confusão e tentativas de furar a fila.
"Teve gente querendo passar na frente da outra, mas deu tudo certo. Todo mundo na expectativa para ver a loja."
A nova unidade é administrada pelo casal de empresários Afra Lacerda e Fábio Felipe, que já operam dois quiosques do grupo na capital goiana. Eles apostam no potencial comercial do setor para sustentar o avanço da marca no varejo físico.
"Como eu já conheço esse bairro e eu amo também, eu já sabia do potencial que teria aqui. Tenho certeza que aqui não iria decepção."
Histórico de sanções e multas
Apesar do público expressivo no evento, a empresa acumula reveses na Justiça e junto a órgãos de proteção ao consumidor. Em novembro de 2025, a marca celebrou um acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) para pagar R$ 5 milhões em indenização por dano moral coletivo, valor dividido em 20 parcelas.
O acerto ocorreu após a fiscalização contabilizar mais de 120 mil reclamações registradas contra o negócio nos últimos anos. As denúncias apontam condutas abusivas, como atrasos severos na entrega de mercadorias, descumprimento de promoções e falta de ressarcimento aos compradores.
Em paralelo, a influenciadora e sócia do projeto enfrenta desdobramentos judiciais relacionados ao setor de apostas online. Recentemente, a Justiça do Distrito Federal ordenou a remoção imediata de conteúdos promocionais do gênero que descumprassem as normas de transparência vigentes no país.