
Durante sabatina realizada com auditores e servidores fazendários em Goiânia, o candidato ao governo pelo PSDB, Marconi Perillo, defendeu a reformulação da administração tributária e prometeu garantir autonomia para a Receita Estadual. O evento foi organizado na quarta-feira (26/8) pelo Sindicato dos Funcionários do Fisco (Sindifisco-GO) e pela Associação dos Funcionários do Fisco (Affego).
O tucano apresentou compromissos voltados à revisão do formato atual da Secretaria da Economia. Na avaliação de Marconi, a concentração de atribuições como gestão, orçamento, planejamento e Tesouro dentro da mesma pasta compromete a eficiência da fiscalização e da arrecadação.
"Acredito que temos que ter a pasta fazendária e, eventualmente, uma pasta da Receita. Mas juntar planejamento, juntar gestão com a Secretaria da Fazenda, não dá certo", pontuou o candidato.
Para Marconi, a solução passa pela divisão clara entre a gestão orçamentária e a fiscalização de tributos. Ele afirmou que a eventual criação de uma estrutura própria voltada exclusivamente para a Receita Estadual será discutida diretamente com os servidores do setor caso seja eleito.
"O que está errado é acumular áreas que não têm a ver com a Receita. Orçamento e ordenação de despesas, planejamento, isso tem que ficar separado, e nós vamos fazer isso", reforçou.
O candidato destacou a intenção de tratar a categoria como parceira estratégica na condução de um eventual mandato, enfatizando que os auditores e agentes fazendários desempenham papel decisivo no financiamento dos serviços públicos.
As propostas apresentadas pelo candidato foram acompanhadas pelas lideranças das entidades de classe presentes ao encontro. O presidente do Sindifisco-GO, Paulo Sérgio dos Santos, pontuou a retração histórica na quantidade de profissionais em atividade.
De acordo com o dirigente sindical, o estado conta atualmente com apenas 510 auditores fiscais no quadro ativo, número consideravelmente menor do que o contingente registrado em anos anteriores, quando o setor chegou a reunir 1,6 mil servidores.
Paulo Sérgio ressaltou a escassez de investimentos em tecnologia, estrutura e valorização operacional do Fisco ao longo das últimas gestões.
Durante a sabatina, Marconi fez um reconhecimento direto aos profissionais da arrecadação, classificando o trabalho da categoria como indispensável para a manutenção da máquina pública.
"Vou conversar com os servidores, com os guerreiros da Secretaria da Fazenda, que são indispensáveis para fazer o Estado andar. Sem a Receita, sem o contribuinte, sem o trabalho dos agentes fazendários, dos fiscais, dos auditores fiscais, Goiás não vai para frente", destacou Marconi.
A abertura ao diálogo foi elogiada pela presidente da Affego, Dalvina Alves Cardoso, que ressaltou a importância do compromisso de consultar os servidores na tomada de decisões.
"Além desse aspecto de prestigiar o Fisco, a gente pede, encarecidamente, para que o senhor cumpra essa honrosa promessa de nos ouvir, de contar com a gente como colaboradores no seu governo", declarou Dalvina.