
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28/8), uma operação para desarticular um grupo investigado por aplicar golpes por meio de fraudes eletrônicas. A ação policial cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos na Região Administrativa de Ceilândia, no Distrito Federal.
As apurações revelaram a expressiva dimensão financeira do esquema criminoso. De acordo com a corporação, apenas um dos alvos da operação movimentou mais de R$ 2,5 milhões em contas bancárias entre os anos de 2023 e 2024.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, esse mesmo investigado foi flagrado em posse de mais de R$ 3 mil em cédulas de dinheiro em espécie.
O trabalho de inteligência da Polícia Civil teve início após a denúncia de um crime praticado contra uma empresa em Águas Lindas, no final de 2025. Na ocasião, um dos integrantes do grupo entrou em contato com o estabelecimento por aplicativo de mensagens para encomendar mercadorias.
Para concretizar a fraude, o suspeito afirmou que um motociclista de aplicativo faria a retirada dos produtos no local e enviou comprovantes falsificados de transferências bancárias via Pix. Acreditando na veracidade dos documentos digitais, a empresa liberou os itens.
No decorrer das diligências, os investigadores conseguiram identificar a função de cada integrante na engrenagem do crime. A polícia localizou o motociclista contratado para o transporte, o estelionatário que negociou com a vítima e o operador financeiro responsável pelas simulações de pagamento.
Na residência do homem apontado como responsável por comprar e ativar os chips de celular utilizados nas abordagens, os agentes apreenderam um grande lote de roupas ainda com etiquetas e diversos outros produtos adquiridos de forma ilícita.
Ao perceber a chegada das equipes policiais ao imóvel na manhã desta sexta-feira, o investigado tentou se desfazer rapidamente do material acumulado, mas foi contido pelos agentes.
Os envolvidos na ação criminosa responderão pelo crime de estelionato qualificado por fraude eletrônica. Se condenados, as penas aplicadas podem chegar a até oito anos de prisão.