
A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra dois motoristas de transporte por aplicativo nesta quinta-feira (27/8). Os investigados, que são genro e sogro, são suspeitos de articular uma emboscada para sequestrar e assaltar um jovem em Goiânia.
O crime ocorreu na madrugada de 31 de maio, logo após a vítima se envolver em uma confusão na saída de uma casa noturna localizada no bairro Jardim América. Ao notar o tumulto, um dos motoristas aproximou o veículo e ofereceu carona, afirmando que ajudaria o rapaz a fugir dos agressores.
Acreditando estar seguro, o passageiro embarcou no automóvel. No entanto, após percorrer apenas alguns quarteirões, o motorista mudou a atitude, fez ameaças diretas e exigiu uma transferência bancária imediata no valor de R$ 3.900.
Após ser forçada a realizar o envio do dinheiro, a vítima foi obrigada a desembarcar do primeiro veículo em pleno tráfego. Em seguida, os criminosos ordenaram que o rapaz entrasse em um segundo carro que vinha logo atrás, dando cobertura à ação.
No interior do segundo automóvel, conduzido pelo outro suspeito, a vítima voltou a sofrer graves ameaças, desta vez sob a mira de um revólver. O passageiro teve o aparelho celular roubado e acabou abandonado sozinho no meio da rua.
A apuração do caso foi conduzida em conjunto por agentes da 7ª Delegacia de Polícia e do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Goiânia. Ao longo de dois meses de trabalho de inteligência, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança e dados cedidos pela empresa de aplicativo.
Com o cruzamento das informações, a polícia identificou os veículos e os condutores. Sérgio de Araújo Santos e Wellington Pinheiro da Silva foram localizados e presos na manhã de quinta-feira em regiões distintas da capital.
A polícia investiga se a dupla utilizou a mesma tática para fazer outras vítimas na região metropolitana.
"Suspeitamos que os dois presos praticaram outros crimes semelhantes, razão pela qual decidimos divulgar os nomes e imagens deles para auxiliar no reconhecimento por parte de eventuais novas vítimas." — Delegado Alex Rodrigues, do Geic.
O caso segue sob investigação para identificar o destino dos valores subtraídos e apurar possíveis conexões da dupla com outros assaltos na capital.