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Anvisa interdita lote de água mineral Vitoriosa por contaminação microbiológica no Rio de Janeiro

Análise de laboratório detectou presença de coliformes totais em amostra da bebida; fabricante recolheu produto e contesta laudo fiscal

Por: Cleyber Carlos
02/09/2026 às 15h38
Anvisa interdita lote de água mineral Vitoriosa por contaminação microbiológica no Rio de Janeiro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de um lote de água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (2).

A proibição atinge diretamente o lote 110426L5, fabricado pela empresa GEPF Agro Indústria Ltda. A decisão ocorreu após laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), localizado no Rio de Janeiro.

De acordo com o documento oficial publicado pelo órgão regulador, os testes laboratoriais realizados em uma amostra de 250 mililitros detectaram a presença de coliformes totais na bebida. O resultado foi considerado insatisfatório com base nas normas sanitárias vigentes.

 

Entenda a determinação da vigilância sanitária

A interdição cautelar tem caráter preventivo e visa interromper a comercialização e o consumo do lote específico em todo o mercado nacional enquanto os procedimentos administrativos são concluídos.

A Anvisa fundamentou a medida nas diretrizes legais que estabelecem os critérios e padrões microbiológicos aceitáveis para alimentos e águas envasadas destinadas ao consumo humano.

A identificação de agentes microbiológicos fora do padrão regulatório exige o recolhimento imediato do produto para evitar eventuais riscos à saúde da população.

 

Posição oficial do fabricante e contestação do laudo

Em nota divulgada à imprensa, a GEPF Agro Indústria Ltda explicou que a fiscalização apontou resultado insatisfatório restrito aos coliformes totais. A empresa ressaltou que as testagens para outros organismos, como E. coli, Enterococos e P. aeruginosa, apresentaram resultados dentro do padrão normal.

A fabricante informou que, apesar de discordar da avaliação inicial, promoveu o recolhimento e a retenção preventiva de todo o lote afetado para garantir a segurança dos consumidores.

A empresa solicitou uma contraprova realizada no próprio Lacen-RJ no dia 27 de julho. Segundo a defesa apresentada pela marca, esta segunda análise indicou resultado satisfatório para o controle de coliformes.

"A fabricante alega ter identificado possíveis falhas nos procedimentos do laboratório, incluindo a manipulação de amostras perto de aparelhos de ar-condicionado, o que poderia gerar contaminação cruzada."

 

Perícia final agendada para setembro

O desfecho do processo fiscal depende agora da perícia na amostra-testemunho. A análise técnica final do produto está oficialmente agendada para o próximo dia 8 de setembro.

A GEPF Agro Indústria declarou que aguarda a conclusão da perícia para o encerramento do caso e pontuou que poderá adotar medidas judiciais e administrativas cabíveis contra divulgações que considere precipitadas ou inverídicas.

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