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Operação desarticula grupo que criou sites falsos e causou prejuízo de R$ 1,7 milhão em Aparecida de Goiânia

Operação desarticula grupo que criou sites falsos e causou prejuízo de R$ 1,7 milhão em Aparecida de Goiânia

Por: Cleyber Carlos
04/09/2026 às 17h01 Atualizada em 04/09/2026 às 17h03
Operação desarticula grupo que criou sites falsos e causou prejuízo de R$ 1,7 milhão em Aparecida de Goiânia
Grupo é investigado por usar sites falsos para desviar valores pagos durante vencimentos do imposto (Divulgação MPGO)

Uma operação policial desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas que utilizava páginas falsas na internet para interceptar pagamentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). As ordens judiciais foram cumpridas em Aparecida de Goiânia, Valparaíso de Goiás e Luziânia.

A investigação apontou que a rede de estelionato fez pelo menos 2.435 vítimas e gerou um prejuízo acumulado de R$ 1,74 milhão. A ação, batizada de Operação Contramão, cumpriu dez mandados no estado durante as diligências conduzidas pelas forças de segurança.

A ofensiva foi coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em ação conjunta com o Ministério Público de Goiás (MPGO) — por meio do Gaeco Entorno do DF e do CyberGaeco — e com o apoio da Polícia Militar. Ao todo, a Justiça expediu 14 mandados de prisão preventiva, resultando na prisão de dez alvos.

 

Reprodução visual de portais oficiais

O grupo criminoso atuava criando sites fraudulentos que imitavam com precisão a identidade visual, cores e fluxo de navegação do portal governamental. As vítimas acreditavam estar acessando o canal correto para a quitação do tributo anual.

Os endereços virtuais utilizavam combinações estratégicas com termos como "gov", "detran" e "minasgerais" na URL para induzir os contribuintes ao erro. Ao preencher os dados do veículo e gerar o código de pagamento via Pix, os valores eram direcionados para contas de laranjas e empresas de fachada.

Para mascarar as transações ilícitas, os investigados abriam firmas com razões sociais simulando órgãos públicos ou gerenciadoras de taxas, com nomes fantasia contendo termos como "gestão de tarifas" e "administrativo veicular".

As apurações indicam que a estrutura ilegal funcionava desde 2024 e intensificava a atuação justamente nas datas de vencimento do imposto. Muitas das empresas de fachada eram criadas pouco antes desses períodos e desativadas em menos de cinco meses.

 

Divisão dos valores e apreensões em mandados

Após a consolidação dos golpes, os recursos arrecadados eram fracionados e distribuídos em contas bancárias em Goiás, Maranhão, São Paulo e na região do Entorno do Distrito Federal.

Durante o cumprimento das buscas, os agentes apreenderam telefones celulares, computadores portáteis, pendrives, cartões bancários, além de 11 papelotes de cocaína e uma réplica de arma de fogo.

O material recolhido passará por perícia técnica para identificar novos integrantes do esquema. O processo corre sob segredo de Justiça, e as forças policiais mantêm as diligências para localizar os demais investigados que permanecem foragidos.

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