
Um evento de som automotivo realizado no último sábado (6), em Aparecida de Goiânia, terminou em confusão e expôs graves falhas na infraestrutura de atendimento médico do local. Durante o encerramento da festa, um jovem de 19 anos perdeu a consciência após ser agredido com um golpe na cabeça em meio a uma briga.
A gravidade do quadro exigiu intervenção imediata da equipe de resgate e acionamento de transporte hospitalar. No entanto, o encaminhamento da vítima gerou um bate-boca entre os próprios profissionais que trabalhavam no evento. Relatos indicam que o motorista da ambulância se recusou inicialmente a fazer o transporte do rapaz, cedendo apenas após a discussão.
A transferência do jovem para uma unidade de saúde acabou sendo realizada, mas o estado de saúde atualizado do rapaz não pôde ser confirmado, já que sua identidade e o destino do socorro não foram divulgados oficialmente. O episódio de agressão não foi o único registrado no local, que teve outras pessoas feridas durante os distúrbios.
Além dos desentendimentos no transporte dos feridos, a equipe que prestou apoio no local enfrentou falta de equipamentos básicos de primeiros socorros, precisando improvisar métodos de contenção e deslocamento para os atendidos.
Informações apuradas indicam que o espaço de atendimento começou a funcionar sem macas ou cadeiras de rodas à disposição. Para remover pacientes ou prestar apoio rápido, os socorristas recorreram a assentos retirados da praça de alimentação e a uma prancha rígida transportada no veículo de resgate.
"A estrutura de emergência do evento começou sem equipamentos básicos, como maca e cadeira de rodas, exigindo improvisos durante os atendimentos."
Ao todo, cerca de 30 profissionais foram mobilizados para prestar suporte durante a festa. O contingente, contudo, esbarrou na ausência de insumos operacionais condizentes com o tamanho do público presente no recinto.
A escassez de recursos estruturais foi criticada por socorristas e analistas de segurança que acompanharam o desdobramento da ocorrência. A avaliação técnica do Corpo de Bombeiros aponta que um evento desse porte exigiria uma estrutura mínima de apoio para evitar tragédias.
Segundo parâmetros operacionais, o espaço deveria contar com no mínimo cinco macas disponíveis, além de cadeiras de rodas e kits completos de imobilização e curativos para lidar com a demanda de um público numeroso.