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Nikolas Ferreira divulga lista de candidatos do PL em Goiânia e ignora Wilder Morais na disputa ao governo

Parlamentar mineiro recomendou nomes para o Senado, Câmara Federal e Presidência da República, mas deixou de fora o presidente estadual da sigla

Por: Cleyber Carlos
21/09/2026 às 15h42
Nikolas Ferreira divulga lista de candidatos do PL em Goiânia e ignora Wilder Morais na disputa ao governo
Nikolas indica candidatos do PL em Goiás para 2026, mas ignora Wilder para o governo (Foto: Reprodução)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) movimentou os bastidores do cenário político ao divulgar publicamente uma lista com as suas indicações formais de voto para o pleito eleitoral de 2026. No entanto, ao citar os nomes prioritários de sua legenda, o parlamentar ignorou a candidatura do senador Wilder Morais (PL) ao Governo do Estado.

A manifestação ocorreu por meio das redes sociais do deputado mineiro, após a abertura de uma caixa de interação para que seus seguidores solicitassem sugestões de nomes da ala conservadora nos estados.

Ao responder aos questionamentos sobre as alianças e palanques no território goiano, o congressista indicou apoio a diferentes cargos proporcionais e majoritários, mas deixou uma lacuna ao omitir o posto mais alto do Executivo estadual.

"Vocês pediram e a partir dessa semana vou começar a fazer, beleza? Coloca aqui o seu estado e vou colocar quais são os candidatos que nos representam, que me representam, pessoas que eu confio. Para todos os cargos."

 

Os nomes indicados para as urnas

Ao especificar os aliados que contam com a sua chancela política no Estado, Nikolas Ferreira enumerou figuras com forte projeção na direita regional. Para as duas vagas em disputa no Senado Federal, o parlamentar recomendou as candidaturas do deputado federal Gustavo Gayer (PL) e de Oséias Varão (PL).

Para a Câmara dos Deputados, a indicação apresentada aos eleitores foi o nome de Sanches da Federal (PL). Já para a disputa pela Presidência da República, a recomendação explícita direcionou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Apesar de cobrir quase toda a chapa majoritária e proporcional da sigla na região, o deputado não fez qualquer menção ao nome de Wilder Morais, que preside o diretório estadual da agremiação e encabeça o projeto ao governo.

 

Fritura interna e perfil ideológico

A omissão pública do congressista reflete o clima de divisão interna que atinge o Partido Liberal durante a montagem das bases regionais. Nos bastidores partidários, interlocutores da ala mais alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam que Wilder Morais enfrenta resistência por não ser visto como um bolsonarista de perfil 'raiz'.

Essa desconfiança ideológica tem gerado atritos recorrentes com lideranças locais e regionais, enfraquecendo a consolidação de um palanque único no Estado.

O desgaste com o comando da sigla não se restringe às figuras nacionais. O prefeito do município de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), também protagonizou desentendimentos públicos com a direção estadual ao tomar decisões divergentes sobre o palanque ao governo.

O gestor anapolino declarou apoio formal a Gustavo Gayer para o Senado, a Major Vitor Hugo (PL) para a Câmara dos Deputados e a Flávio Bolsonaro no cenário nacional. Contudo, na corrida ao governo estadual, optou por caminhar ao lado da candidatura de Daniel Vilela (MDB).

"Sabor direita."

A decisão de apoiar um nome externo à legenda motivou a abertura de um processo ético-disciplinar contra o prefeito por parte da executiva do PL, gerando trocas de farpas públicas entre o gestor e a cúpula liderada por Wilder Morais. O desdobramento escancara a pulverização de apoios dentro do próprio partido na reta final da organização eleitoral.

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