
A ex-secretária estadual de Educação Fátima Gavioli intensifica sua agenda de campanha na reta final da disputa por uma das 17 cadeiras destinadas à bancada de Goiás na Câmara dos Deputados, no pleito marcado para o dia 4 de outubro. Professora de carreira, a candidata traz como principal credencial a experiência acumulada no comando da pasta estadual, função que exerceu por sete anos e três meses.
Segundo a postulante ao Congresso Nacional, a decisão de colocar seu nome nas urnas atendeu a um pedido direto do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Para encorpar o projeto político, Gavioli estruturou uma rede de alianças que reúne nomes de peso da política goiana, incluindo os deputados e lideranças Virmondes Cruvinel, Amilton Filho, Adib Elias, Carlão da Fox, Charles Bento e Lincoln Tejota.
Durante sua passagem pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Fátima Gavioli esteve à frente da coordenação de obras que resultaram na construção de mais de 40 novas unidades escolares em diversas regiões do estado. Sua gestão também promoveu a substituição de estruturas antigas compostas por placas pré-fabricadas por prédios de alvenaria.
A modernização tecnológica e o combate ao abandono escolar integraram as diretrizes centrais de sua atuação no Executivo estadual. Sob o seu comando, a pasta realizou a distribuição contínua de equipamentos e ferramentas digitais para alunos e professores da rede pública, além de implementar estratégias focadas na alfabetização na idade certa e no controle do fluxo escolar.
Como sustentação de sua plataforma eleitoral, a candidata costuma destacar os índices oficiais de desempenho alcançados pelo ensino público goiano nos últimos anos. Entre os dados citados nas agendas públicas estão a nota 5,0 obtida pelo estado no Ideb 2025 e o avanço nos quadros de leitura associados às ações do programa AlfaMais.
Especialistas e analistas da área lembram que métricas de desempenho escolar refletem um ecossistema complexo, que engloba diretamente a dedicação dos corpos docentes nas salas de aula, a gestão direta das escolas e a cooperação dos municípios na etapa inicial da alfabetização.
No plano das propostas legislativas para o mandato federal, Fátima Gavioli defende uma revisão ampla na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Entre as diretrizes apresentadas ao eleitorado, a candidata propõe a redução do número mínimo de dias letivos obrigatórios e a construção de parâmetros nacionais unificados para os pisos salariais e remuneração dos profissionais da educação.
"A meta é levar a experiência da gestão pública de Goiás para o debate nacional no Congresso, propondo mudanças reais nas regras e na valorização dos professores."