
O uso da tecnologia na segurança pública registrou um marco pioneiro em Goiás. Uma câmera de monitoramento equipada com sistema de reconhecimento facial via inteligência artificial permitiu que a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) efetuasse a primeira prisão com o auxílio do novo recurso.
A prisão ocorreu no bairro Santa Cruz, localizado na região sul de Goiânia. Na ocasião, o software de monitoramento identificou o rosto de um homem que caminhava pela região e possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara da Família.
Assim que o algoritmo fez a correspondência dos dados, a ferramenta gerou um alerta automático com a localização exata do alvo. O aviso foi encaminhado diretamente para os dispositivos da patrulha policial mais próxima do local.
De posse das informações e do ponto geoespacial indicado pela tecnologia, os policiais militares deslocaram-se imediatamente até o endereço, onde abordaram o suspeito e confirmaram a ordem judicial.
O homem foi detido e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis. Por se tratar de uma ação originada na Vara da Família, o processo tramita sob segredo de Justiça, motivo pelo qual a identidade do indivíduo e a manifestação de sua defesa não foram divulgadas pelas autoridades.
A nova modalidade de monitoramento faz parte do projeto IA Contra o Crime, iniciativa governamental que teve a ampliação de seu escopo operacional anunciada recentemente pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Atualmente, a tecnologia já encontra-se implantada e operacional em 194 municípios goianos. As estatísticas oficiais do governo estadual apontam que as ferramentas digitais integradas do sistema já auxiliaram as forças policiais em mais de 1.500 prisões e na recuperação de 1.100 veículos com restrição de furto ou roubo.
Os pontos de captação de imagem foram distribuídos estrategicamente em áreas de intenso fluxo de pedestres e passageiros na capital e no interior. Entre os locais monitorados estão parques públicos, plataformas de terminais de transbordo e o Aeroporto Internacional de Goiânia.
O sistema possui capacidade de alimentar um banco de dados dinâmico, permitindo que as forças policiais cadastrem alvos específicos e procurados de alta relevância para o recebimento de notificações instantâneas em caso de detecção.
Além da checagem convencional, o software realiza o mapeamento biométrico detalhado das estruturas faciais, mantendo alto índice de precisão mesmo quando o suspeito faz uso de adereços como bonés, chapéus ou óculos escuros. A plataforma indica ainda a porcentagem de probabilidade da identificação para garantir segurança jurídica à abordagem policial.