
Um grave acidente de trabalho resultou na morte do operador Rogério Cardoso de Souza, de 30 anos, na tarde do último domingo (19). O fato ocorreu no interior de uma empresa especializada na fabricação de peças e artefatos de concreto, localizada no município de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
A vítima, natural do município de Uruaçu, no Norte de Goiás, desempenhava suas funções operacionais no momento em que foi atingida por um componente metálico de grande porte que se desprendeu do maquinário principal.
De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência pela Polícia Militar (PM), Rogério manuseava a máquina industrial quando ocorreu o rompimento inesperado da estrutura que sustentava um funil metálico elevado. O componente era utilizado diretamente na dosagem e moldagem do concreto.
Com a falha mecânica no suporte, a peça de elevado peso despencou bruscamente sobre o trabalhador, impedindo qualquer reação de defesa por parte da vítima.
Assim que a estrutura caiu, colegas de trabalho que presenciaram a cena correram para socorrer o operador. O grupo conseguiu remover a peça metálica de cima de Rogério antes mesmo da chegada das equipes de resgate.
"A estrutura caiu diretamente sobre o operador após a ruptura do suporte do funil. Colegas que estavam no galpão atuaram de imediato para retirar a peça metálica de cima da vítima", detalharam as testemunhas às equipes policiais.
Socorristas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás foram acionados para prestar atendimento médico de urgência. Contudo, ao chegarem ao endereço industrial, os bombeiros apenas puderam constatar a morte do trabalhador ainda no local da ocorrência.
Representantes da empresa informaram às autoridades que Rogério integrava o quadro de funcionários da fábrica desde agosto de 2025. A direção da unidade ressaltou que o profissional não apresentava histórico de problemas de saúde conhecidos.
A área do acidente foi isolada para o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística, que realizaram os levantamentos técnicos na máquina e no sistema de fixação do funil. O corpo do operador foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames necroscópicos.
A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias exatas do acidente. A investigação vai analisar se o equipamento passava por manutenções periódicas e se o trabalhador utilizava os equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados.
A perícia vai determinar as causas técnicas do rompimento da estrutura metálica para checar eventuais responsabilidades criminais ou trabalhistas no âmbito da empresa.