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Cotado para a presidência da Alego, Issy Quinan prega cautela e aponta disputa como 'realidade distante'

Deputado estadual reeleito participou de almoço da base aliada com o governador Daniel Vilela e defendeu que discussão sobre a Mesa Diretora seja feita com parcimônia

Por: Cleyber Carlos
20/10/2026 às 15h22
Cotado para a presidência da Alego, Issy Quinan prega cautela e aponta disputa como 'realidade distante'
Cotado à presidência, Issy Quinan prega cautela sobre disputa na Alego: 'Realidade muito distante' (Foto: Hellenn Reis - Alego)

Um dos nomes de maior projeção cotados para assumir a presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) na próxima legislatura, o deputado estadual reeleito Issy Quinan (MDB) adotou um discurso de neutralidade e pragmatismo. O parlamentar ponderou que qualquer tipo de prognóstico ou articulação antecipada sobre a composição da Mesa Diretora é prematuro neste momento.

A declaração ocorreu logo após a realização de um almoço promovido pela base aliada da administração estadual, que reuniu parlamentares goianos e o governador Daniel Vilela (MDB). Durante a agenda institucional, o chefe do Executivo fez questão de manifestar agradecimento público aos deputados estaduais pelo alinhamento técnico e pela convivência harmônica ao longo dos últimos anos de gestão.

"Não discutimos sucessão da Mesa. Seria inviável. Até porque vários que não integram a próxima legislatura não estavam no encontro", ressaltou o deputado Issy Quinan ao avaliar o teor da reunião.

 

Diálogos informais e busca por parcimônia

Questionado sobre a movimentação de bastidores que aponta seu nome como um dos favoritos para suceder o comando do Poder Legislativo, Issy Quinan fez questão de enfatizar que tem evitado tratar o assunto como prioridade imediata. O emedebista defendeu que a sucessão do parlamento precisa ser conduzida com extremo cuidado e tempo adequado pelas forças políticas regionais.

O parlamentar pontuou que preserva uma relação de diálogo constante com os pares e que chegou a conversar com alguns dos deputados estaduais eleitos para o próximo mandato. Contudo, fez questão de ressaltar que os contatos não avançaram para entendimentos formais ou acordos de bancada.

"Somente generalidades. Não há pauta específica", explicou o parlamentar, reforçando que a abertura de negociações diretas ainda não condiz com o calendário político do estado.

 

Imparcialidade de Bruno Peixoto e articulações da base

A disputa pelo comando da Casa de Leis se desenha em um cenário de transição, uma vez que o atual presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), foi eleito para uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília. Até a presente data, Peixoto tem evitado manifestar preferência por qualquer um dos postulantes ao cargo.

Para Issy Quinan, a postura adotada pelo atual presidente da Assembleia é coerente com o papel de liderança que ele desempenha junto ao colegiado de deputados.

"Mais do que justo assumir uma posição de imparcialidade", avaliou Quinan em relação à conduta neutra de Bruno Peixoto nas negociações.

Nos bastidores da política goiana, a avaliação pacificada é de que a candidatura vitoriosa sairá do núcleo de apoio ao Palácio das Esmeraldas. Informações de bastidores indicam que o governador Daniel Vilela possui preferência por um nome do MDB para comandar o Poder Legislativo no próximo biênio.

Além de Issy Quinan, o arco de alianças governista conta com um rol amplo de pré-candidatos cotados para o pleito interno. Estão no radar das articulações os deputados Virmondes Cruvinel (União Brasil), Paulo do Vale (PSD), Wilde Cambão (União Brasil), Charles Bento (MDB), Paulo Cezar Martins (MDB), Cairo Salim (MDB) e Lissauer Vieira (PL).

A definição oficial do candidato da base governista deve ocorrer apenas nos meses que antecedem a posse dos parlamentares, quando as bancadas partidárias estiverem oficialmente constituídas para o novo mandato.

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